Alta e Abear debatem política de preços do QAV no Brasil

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Emerson Souza
Luis Felipe de Oliveira, diretor-executivo e CEO da Alta
Luis Felipe de Oliveira, diretor-executivo e CEO da Alta
Na última terça-feira (3), a Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (Alta) e a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) participaram de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, para debater o modelo de precificação do querosene de aviação (QAV) no Brasil.

“Esse é um tema de suma relevância para o País. Há pouco tempo, com o apoio da Abear, nós ouvimos as empresas aéreas e concluímos que, se nós não discutirmos o tema do preço do QAV no Brasil, não avançaremos no objetivo de termos passagens aéreas mais baratas para o brasileiro”, afirmou a segunda vice-presidente da comissão e deputada federal Jaqueline Cassol (PP-SC).

A Abear foi representada pelo diretor-executivo e CEO da Alta, Luis Felipe de Oliveira, que apresentou um panorama sobre os impactos do preço do QAV para as operações aéreas. “No mundo, o QAV representa, em média, 23% dos custos operacionais de uma empresa aérea, mas no Brasil esse índice supera 30%, o que gera despesas adicionais para voos em nosso País. O preço do combustível na saída nas refinarias brasileiras é calculado de forma desconhecida. Defendemos mais transparência nesse processo para atrair investimentos”, ressaltou.

O diretor adjunto para combustíveis comerciais da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), Daniel Chereau, apresentou uma visão geral do fornecimento do QAV no Brasil e defendeu mais transparência na precificação. “É importante conhecer melhor os métodos de cálculo dos preços de combustível de aviação no país, além de promover a concorrência nos mercados de suprimento, transporte e abastecimento dos aviões”, afirmou.

Já o secretário nacional de Aviação Civil, Ronei Glanzmann, declarou compromisso do Governo Federal com as questões referentes ao QAV já no próximo ano. Também estavam presentes na audiência representantes da Petrobras, do Ministério das Minas e Energia, da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag).

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