Empresas em locais com aglomeração enfrentam dificuldades na retomada

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Entre os dias 27 e 31 de agosto, o Sebrae, em parceria com a FGV, realizou a 7ª edição da Pesquisa de Impacto da Pandemia de Coronavírus nos Pequenos Negócios. O levantamento apontou que apesar de 81% das empresas já estarem operando novamente, aquelas que estão situadas em locais com maior risco de aglomeração, ainda enfrentam dificuldade para voltar a operar e retomar o faturamento.

De acordo com a pesquisa, os empreendedores com negócios localizados dentro de feiras ou shoppings são os que ainda registram o maior nível de dificuldade de operação. Na situação oposta, estão os estabelecimentos que funcionam em lojas ou salas de rua, que são o perfil de negócio que mais implementou mudanças para voltar a funcionar, e estão enfrentando um nível menor de dificuldade para manter os empreendimentos abertos.
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Enquanto negócios localizados em feiras e shoppings registraram queda de 50% no faturamento, para lojas de ruas a queda é de 36%
Enquanto negócios localizados em feiras e shoppings registraram queda de 50% no faturamento, para lojas de ruas a queda é de 36%
O levantamento mostra que, no geral, a perda média de faturamento dos pequenos negócios vem diminuindo nos últimos meses. No período mais crítico analisado pelo Sebrae (abril), a queda do faturamento chegou a 70% abaixo do normal; e agora está em um patamar de 40% de perdas. No entanto, para os negócios localizados em feiras e shoppings o nível dessa queda no faturamento ainda é de 50%, quando comparado ao período anterior à crise. Já para as empresas que funcionam em loja ou sala de ruas, a queda é de 36%.

A 7ª pesquisa de impacto contou com a participação de 7.586 empresários de todos os 26 estados e DF, sendo 57% microempreendedores individuais (MEI), 38% de microempresas (ME) e 5% de empresas de pequeno porte (EPP). De acordo com presidente do Sebrae, Carlos Melles, percebe-se uma tendência do consumidor em ser mais criterioso ao escolher o local onde vai consumir um serviço ou produto. “Os empresários devem ficar atento às mudanças no comportamento e hábitos do consumidor que, neste momento, está valorizando lugares mais abertos, com maior controle do fluxo de pessoas, oferecendo melhores condições de segurança e higiene”, destacou.
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