Beatriz Contelli   |   07/04/2026 17:07

Crises globais e alta de custos levam 33% dos estadunidenses a viajar menos

Pesquisa ainda aponta que 24% dos norte-americanos reconsideraram planos de viagem por causa da guerra


Reprodução/Sabre
68% dos viajantes estão relutantes em viajar para o Oriente Médio
68% dos viajantes estão relutantes em viajar para o Oriente Médio

Guerra no Irã e outros conflitos globais, aumento dos preços do combustível de aviação, violência de cartéis no México, filas intermináveis nos aeroportos norte-americanos causadas pelo shutdown... esses e outros fatores têm influenciado as decisões dos viajantes.

Segundo nova pesquisa do The Points Guy, 24% dos estadunidenses reconsiderou seus planos de viagem devido aos recentes acontecimentos globais. Entre os entrevistados, parte afirmou ter repensado as viagens futuras de forma parcial (13%), enquanto outro grupo disse ter feito mudanças mais significativas (11%). Em contrapartida, uma parcela semelhante declarou não ter alterado seus planos (24%).

Também foi perguntado aos viajantes norte-americanos com planos futuros se os recentes acontecimentos internacionais impactaram suas decisões. Entre eles, 8% afirmaram ter cancelado viagens, enquanto outros disseram ter trocado de destino. Além disso, 15% dos entrevistados relatou ter optado por adiar os planos.

A pesquisa ainda perguntou se os entrevistados estavam evitando viagens para destinos internacionais devido a tensões geopolíticas ou preocupações com a segurança:

  • 15% disseram que estavam evitando alguns destinos;
  • 20% disseram que estavam evitando viagens internacionais por completo;
  • 46% disseram que isso não estava afetando seus destinos de viagem.


Entre os viajantes norte-americanos que evitam determinadas regiões por motivos geopolíticos ou de segurança, a pesquisa também investigou quais destinos geram maior hesitação. Como esperado, 68% disseram estar relutantes em viajar para o Oriente Médio, enquanto 40% apontaram a América Central.

O CEO da United Airlines, Scott Kirby, alertou que o aumento nos preços do combustível de aviação seria repassado aos consumidores, e as companhias aéreas cumpriram essa promessa. Uma pesquisa do Deutsche Bank revelou que os preços das passagens aéreas domésticas nos EUA subiram entre 10% e 50%, dependendo da rota.

A pesquisa ainda revelou que o aumento das passagens aéreas e dos preços da gasolina está afetando significativamente o sentimento em relação a viagens. 33% dos viajantes estadunidenses com planos futuros disseram que estão viajando menos, enquanto 25% afirmaram estar optando por destinos mais baratos ou mais próximos. Outros 25% disseram estar sendo mais estratégicos na hora de reservar suas viagens.

Dica: quanto mais antecedência, melhor

Também foi perguntado aos norte-americanos com planos de viagem futuros se estavam antecipando a compra de passagens para o verão. A recomendação do The Points Guy, inclusive, é reservar com antecedência para se proteger de possíveis aumentos de preços – com a possibilidade de obter crédito caso as tarifas caiam antes da viagem.

Os dados mostram que 24% afirmaram estar garantindo voos mais cedo do que o habitual. Em um recorte mais detalhado, 8% disseram que estão reservando com bastante antecedência, enquanto 16% anteciparam a compra de forma moderada. Outros 19% mantêm o ritmo normal de reservas, e 10% preferem esperar mais tempo antes de fechar a viagem.

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Anhembi Morumbi com pós-graduação em Política e Relações Internacionais pela FAAP. Entrou na PANROTAS em 2019, com foco especialmente em Branded Content, e, desde 2024, atua como repórter da redação.