Martin Jensen sobre situação da Queensberry: fiz a coisa certa

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Jhonatan Soares
Martin Jensen, presidente da Queensberry
Martin Jensen, presidente da Queensberry
“Diante das circunstâncias, tenho certeza de que fiz a coisa certa”, disse Martin Jensen, presidente da operadora de viagens Queensberry, uma das mais tradicionais do País, atuando desde 1981, e que na semana passada entrou com pedido de recuperação judicial. Segundo ele, o pedido foi aceito pela justiça no mesmo dia e agora a Queensberry tem dois meses para apresentar seu plano de recuperação.

“A parte boa de tudo isso”, segundo ele, “foi o apoio que temos recebido dos agentes de viagens e de todo o mercado”. A parte dura vai ser quebrar a cabeça para encontrar saídas de voltar a vender viagens internacionais.

INTERNACIONAL
Para essa retomada há alguns desafios, dois deles bem grandes: saber quando as vendas voltarão e se não haverá restrições para brasileiros entrarem em alguns países, como ocorre hoje para os Estados Unidos.
Jensen sabe que a especialidade da Queensberry são as vendas para o Exterior e não deve criar uma área mais forte no nacional. “Primeiro porque nossos clientes querem a Europa, a Ásia... Depois porque já há empresas tradicionais vendendo o nacional muito bem”, conta ele, que fez questão de gravar um vídeo dando explicações ao mercado.

VENDAS E PASSAGEIROS
O empresário está confiante que sairá da crise e do processo de recuperação judicial. “Seremos a primeira operadora de viagens do Brasil a sair da recuperação. Nunca esperei passar por isso, mas era o que tinha de ser feito”, afirma. Segundo ele, as vendas nos primeiros quatro meses de 2020, que foram de cerca de R$ 85 milhões nos anos anteriores, fecharam negativas.

No total, 1,2 mil passageiros foram impactados pela recuperação da empresa, alguns já tendo pagado a integralidade dos pacotes e outros apenas uma parte (os contatos devem ser feitos pelo e-mail recuperacaoqueensberry@smabr.com). Como em todo processo de recuperação judicial, os credores passam ser contatados pela equipe de gestão da RJ e não mais pela empresa, agora focada em apresentar o plano de retomada. Clientes e agentes de viagens podem falar também pelo central@queensberry.com.br.

INVESTIDORES
Uma das saídas é encontrar investidores que acreditem no processo de recuperação da empresa, e Jensen afirma que há pelo menos um bem interessado. Ele ainda não conversou com outros possíveis investidores dentro do Turismo, pois "todos estão passando pela mesma situação". Mas acredita que também seja uma possibilidade (encontrar parcerias no próprio Turismo).

EQUIPE
A Queensberry no começo da crise diminuiu sua equipe de 120 para 85 colaboradores e após a RJ ficou com 20. A diretora Eby Piaskowy foi uma das que deixaram a empresa, na última segunda-feira.

“Continuamos na Braztoa, temos caixa para mais três meses e já sabemos quem recontratar na hora da retomada. O apoio dos agentes e clientes me surpreendeu nesse momento e vou seguir fazendo a coisa certa como em toda minha trajetória”, continua ele, acreditando que os primeiros grupos da operadora devem voltar a viajar a partir de setembro. "Nunca imaginei que isso fosse acontecer, até fevereiro tudo estava normal na empresa, mas diante das circunstâncias qualquer outra atitude seria pior", finalizou.

Contatos: recuperacaoqueensberry@smabr.com, central@queensberry.com.br ou pelo tel. (11) 3146-2400.
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