Na CVC, brasileiros trocam Japão e Emirados Árabes por Europa e EUA
Viajantes têm buscado alternativas mais viáveis financeiramente e consideradas mais seguras

A repentina alta nos custos das viagens internacionais, influenciada diretamente pelo aumento do preço do querosene da aviação (QAV), já começa a redesenhar o comportamento do turista brasileiro. Pelo menos é o que constatou a CVC Corp neste mês de março
Diante do encarecimento das passagens aéreas, em meio às tensões no Oriente Médio, destinos como Japão e Emirados Árabes Unidos perderam espaço nas escolhas dos consumidores, enquanto países de Europa e das Américas ganharam força nas vendas durante o mês passado.
É o que disse Fabio Mader, CEO da CVC Corp, em entrevista à Exame. Segundo ele, a mudança é resultado da combinação entre aumento de preços e percepção de risco em regiões próximas ao conflito. As vendas para o Japão, por exemplo, recuaram 25%, enquanto os Emirados Árabes tiveram retração de 80%.
Com isso, o brasileiro tem buscado alternativas mais viáveis financeiramente e consideradas mais seguras. Destinos como Chile e Cancún apareceram entre os principais beneficiados. Em março, as vendas para o país sul-americano cresceram 34%, enquanto o destino mexicano teve alta expressiva de 133%.
À Exame, o CEO Fabio Mader afirmou que o cliente segue mais resiliente, mantendo as viagens, mas reduzindo, por exemplo, o número de dias, a qualidade do hotel, entre outros serviços que acabam barateando o ticket médio da viagem.