Grupo Decolar avança no B2B e vê Brasil crescer cerca de 40% em 2026
Segundo vice-presidente, País está entre os mercados de melhor desempenho da companhia neste ano

Muito além de almejar a comercialização de todos os hotéis do Brasil e ampliar o portfólio hoteleiro além da América Latina, o Grupo Decolar aposta todas suas fichas também no rápido avanço do mercado B2B e do mercado B2B2C, junto aos agentes de viagens latinoamericanos.
Trata-se de uma das principais frentes da Decolar para os próximos anos, segundo Martin Modarelli, vice-presidente B2B e B2B2C do Grupo Decolar, em entrevista ao Portal PANROTAS. O executivo diz que a empresa deseja triplicar o negócio nos próximos três anos e para isso aposto as suas fichas em inventário, tecnologia e atendimento às agências de viagens de toda a região nos últimos cinco anos.
E o Brasil é parte fundamental deste crescimento. De acordo com Modarelli, o País está entre os mercados de melhor desempenho da companhia e registra crescimento de cerca de 40% em 2026.
“O Brasil é um dos mercados que melhor está performando em 2026. Estamos registrando um crescimento aproximado de 40% no mercado brasileiro. Além disso, aprendemos que B2B e B2B2C são negócios complementares. Nos últimos cinco anos, investimos, montamos estruturas e uma proposta de valor diferencial para poder ter a liderança que historicamente tínhamos em B2C também no nosso B2B"
Martin Modarelli, vice-presidente B2B e B2B2C do Grupo Decolar
Há espaço para a expansão simultânea das duas frentes. Segundo ele, o grupo registra crescimento acelerado em todas as linhas de negócio. "E a expectativa que temos como empresa é triplicar este negócio nos próximos três anos", destacou o VP, ao afirmar ainda que a fragmentação da indústria abre espaço para esse avanço.
B2B, B2B2C e 19 mil agências
Dentro da estratégia do grupo, o executivo divide a atuação em três grandes frentes. A primeira é o B2C, com marcas como Decolar, Viajanet e Viajes Falabella. A segunda é o B2B, formado pelas parcerias com cerca de 19 mil agências de viagens, e a terceira é o B2B2C, que reúne empresas que utilizam a estrutura do grupo para comercializar viagens sob suas próprias marcas.
Para todos os segmentos, a proposta de valor, segundo ele, está baseada em três pilares: o primeiro é o inventário. "Vamos ter o melhor inventário. É uma indústria onde importa muito a escala, temos a escala e isso nos assegura ter as melhores condições", afirma.
O segundo pilar é a tecnologia. A intenção, de acordo com Modarelli, é tornar a operação da agência mais simples, concentrando diferentes produtos em uma mesma plataforma. "É muito importante que para uma agência de viagens seja fácil trabalhar conosco. Que em um One Stop Shop possa vender todos os verticais, ganhar dinheiro e demais. Então a parte da tecnologia é muito importante", disse Martin.
O terceiro ponto é o atendimento. O executivo destaca a presença comercial do grupo e estruturas dedicadas às agências de viagens. "É muito importante em viagens em geral e em B2B também que a agência sinta que está fazendo negócio com pessoas que conhece, que se tem um problema tem alguém que vai atender. E, nesse aspecto, acho que temos o melhor time para atender essa agência de viagens".