Especial para o Portal PANROTAS Tárik El Zein   |   30/10/2026 19:51
Atualizada em 30/10/2026 20:02

Quarto dia de famtour da Flot pela Itália passa por Siracusa, Ortígia e Noto; fotos

Parque Arqueológico, almoço à beira do Mar Jônico em Ortígia e o centro barroco de Noto rechearam o dia


Tárik El Zein
Agentes de viagens em mais um dia do famtour da Flot
Agentes de viagens em mais um dia do famtour da Flot

SIRACUSA (ITÁLIA) – O famtour da Flot pela Itália dedicou a sexta-feira (30) ao sudeste da Sicília. O grupo saiu de Ragusa às 8h rumo ao Parque Arqueológico de Siracusa, com ingresso incluído no pacote. Ali, passou pelo Teatro Grego, pelo Anfiteatro Romano, pelas antigas pedreiras, pela Orelha de Dionísio e pela Gruta dos Cordoeiros, restos da época em que Siracusa era uma das cidades mais poderosas da Magna Grécia.

Veja fotos mais abaixo

Templos que balançavam e não caíam

Foi dessas pedreiras que saiu a pedra usada nas construções gregas da cidade. Segundo a guia Edi, os blocos eram cortados por escravos e levados em carros de boi ou em rodas de madeira que corriam em sulcos na estrada, “como se fosse um trilho de trem ao contrário”.

Ela conta que Siracusa chegou a ter 24 templos, três a mais que Agrigento. Os mais novos tinham espaços vazios na base, o que permitia que balançassem nos terremotos sem cair. Depois de prontos, eram cobertos com pó de mármore e gesso e pintados.

O eco da Orelha de Dionísio

A Orelha de Dionísio é uma caverna aberta na rocha, com cerca de 23 metros de altura e 65 de profundidade. A entrada lembra uma orelha humana. Diz a lenda que Dionísio I, tirano de Siracusa, prendia ali seus inimigos políticos e ficava no alto da gruta ouvindo o que diziam. “Falando baixinho lá dentro, dá para escutar”, explicou a guia, antes de sugerir: “Vamos cantar lá dentro.”

O grupo topou e cantou o clássico "Evidências". Com o eco, a música tomou conta da caverna, e quem estava por perto aplaudiu.

Na contramão de Caravaggio

O nome da caverna, segundo a tradição, foi dado por Caravaggio. Em 1608, o pintor fugiu da prisão em Malta e foi parar em Siracusa, onde pintou O Enterro de Santa Lúcia para a padroeira da cidade. Ao visitar as pedreiras, teria batizado a gruta em referência ao tirano, e não ao deus grego. O famtour faz o caminho inverso: amanhã (31), os viajantes trocam a Sicília por Malta.

Tragédia grega e gladiadores

No Teatro Grego, a guia comparou a acústica a uma pedrinha jogada no mar, que forma ondas em círculo. O espaço continua em uso e, em maio e junho, recebe peças como Medeia e Antígona.

Bem perto dali, o Anfiteatro Romano foi feito para os gladiadores, que lutavam contra homens e animais. Segundo Edi, os mortos eram retirados da arena com um gancho por um funcionário vestido de Caronte, o barqueiro dos mortos na mitologia. O buraco no centro da arena ainda pode ser visto. Na época, ficava coberto.

A visita ao parque terminou nas necrópoles. Os gregos enterravam os mortos em sarcófagos, com vasos, ânforas e moedas de ouro, sempre fora dos muros da cidade e perto do templo de Asclépio, deus da medicina, cuja serpente virou símbolo das farmácias. Os romanos cavavam túmulos na rocha, que deram origem às catacumbas.

Almoço de frente para o Mar Jônico

Em seguida, o grupo foi para Ortígia, a pequena ilha onde fica o centro histórico de Siracusa. Por trás da fachada barroca, a catedral guarda colunas do Templo de Atena, do século 5 a.C. Andando pelas ruas estreitas, a guia contou que a ilha tem cerca de 50 igrejas e só dez farmácias.

O almoço foi no Arricriati, no Lungomare Alfeo, com mesas de frente para o Mar Jônico, num ambiente charmoso e romântico.

Noto, a capital do barroco

À tarde, a parada foi em Noto. Destruída pelo terremoto de 1693, que atingiu boa parte do sudeste da Sicília, a cidade foi reconstruída a poucos quilômetros do local original. Como foi refeita quase toda de uma vez, tem um centro barroco muito uniforme. Desde 2002, é Patrimônio Mundial da Unesco, junto com outras sete cidades do Val di Noto: Caltagirone, Catânia, Militello, Módica, Palazzolo Acreide, Ragusa e Scicli.

Os visitantes entraram pelo arco e caminharam pelo centro, entre palácios com varandas decoradas, igrejas e o teatro municipal, até a Catedral de São Nicolau, no alto de uma grande escadaria. A cúpula desabou em 1996, e a igreja só foi reaberta em 2007.

À noite, o grupo voltou a Ragusa, de onde parte amanhã para Malta, um dos destinos mais esperados da viagem.

Veja o álbum de fotos abaixo:


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