Amazônia queima e Turismo é alternativa para salvá-la e preservá-la

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Divulgação
Pedro Treacher, diretor da Matueté e autor do artigo abaixo
Pedro Treacher, diretor da Matueté e autor do artigo abaixo
A Amazônia está em chamas por conta de queimadas em diversos pontos e esse é o principal assunto do momento, com questionamentos no Brasil e no Exterior sobre como ajudar a floresta e diminuir os impactos humanos. Pensando nisso o diretor da operadora Matueté, Pedro Treacher, um especialista no destino, enviou um artigo ao Portal PANROTAS sobre o tema.

Leia abaixo o artigo na íntegra:


"A Amazônia arde em chamas


Independentemente do espectro político que lhe seja caro, essa é uma pauta que afeta, e muito, o Turismo nacional. Por isso, entender o que nós, como trade, podemos fazer para transformar essa realidade é urgente. Há um ponto de partida fundamental: é necessário mostrar que a Amazônia vale mais de pé do que no chão.

Mas como o Turismo pode contribuir com isso?


Nunca me esqueço da história do Roberto, líder comunitário do Tumbira, uma pequena comunidade às margens do rio Negro, no Amazonas. Dizia ele “meu avô derrubava árvores no machado, meu pai na serra, eu na motosserra. Derrubei incontáveis árvores centenárias para colocar comida na mesa de casa.” Mas o Turismo trouxe uma alternativa. “Eu sempre amei a floresta e hoje consigo ter minha renda recebendo visitantes em nossa comunidade, gerando receita e mantendo a floresta de pé”. E esse é apenas um pequeno exemplo local da força transformadora que nosso negócio, se bem feito, tem.

O Turismo pode fazer a diferença em um alcance difícil de se conseguir em qualquer outra indústria, gerando oportunidades de baixíssimo impacto ambiental em lugares remotos, beneficiando quem nunca viu outra alternativa que não derrubar a floresta.

Soma-se a isso o poder de transformação causado naqueles que a visitam. Levar viajantes à Amazônia é mostrar, por dentro, suas belezas e mazelas, é o primeiro passo para criar um de senso de pertencimento – e de realidade, sobre a floresta. É dar a oportunidade para que cada viajante perceba, em primeira pessoa, a diferença que pode fazer.

Promover a Amazônia como destino é mais do que vender uma viagem. É algo que transcende o aspecto econômico da relação viajante x agência. Em tempos de overtourism, em que a pauta é o que fazer para o Turismo excessivo não arruinar uma região, temos aqui o cenário inverso: o Turismo como catalizador econômico que permitirá a preservação de nossa floresta.

Visitar a Amazônia é gerar renda localmente, é gerar oportunidade, é impactar o viajante sobre a sua importância.

Visitar a Amazônia é preservá-la.

Pedro Treacher, pedrot@matuete.com, Matueté Brasil"

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