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Amazon e Facebook são futuros players de viagens, diz pesquisa

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Amazon é um dos principais candidatos a novo protagonista no mercado de viagens on-line: 44% aceitariam comprar pelo site de varejo
Amazon é um dos principais candidatos a novo protagonista no mercado de viagens on-line: 44% aceitariam comprar pelo site de varejo

Com o mercado de viagens on-line esperando movimentar mais de US$ 693 bilhões em 2018, segundo o instituto de pesquisa Statista, existe uma espécie de disputa não-oficial de quais serão os próximos protagonistas do segmento digital de reservas e que responderão por, ao menos, uma parte do imenso bolo.

Hoje, ele é dominado pelas compras diretas com hotéis e companhias aéreas, ou ainda por meio de agências de viagens e agências de viagens on-line (OTAs); novas opções, porém, já estão à vista do consumidor, como revelou um novo estudo da OAG.

POTENCIAIS PLAYERS E MEIOS DE RESERVA
De acordo com o relatório da empresa britânica, duas gigantes estão no páreo para entrar neste mercado: a Amazon e o Facebook. A primeira levou vantagem na pesquisa, com 44% dos entrevistados afirmando que reservariam pela Amazon, caso tivessem a possibilidade - porcentagem bem acima do Facebook, onde apenas 14% topariam fazer suas reservas.

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Facebook fica em segundo, mas longe da Amazon: apenas 14% topariam comprar viagens na rede social
Facebook fica em segundo, mas longe da Amazon: apenas 14% topariam comprar viagens na rede social

Além do local da reserva, os próprios meios utilizados para concretizá-las também devem ver alternativas não convencionais crescerem. A OAG questionou os viajantes sobre quais tecnologias e métodos não-tradicionais eles ficariam confortáveis em reservar, e em primeiro, com 28% dos votantes, apareceram os chats automatizados na internet - os chatbots.

Em segundo, assistentes móveis como Siri e Okay Google (25%), seguidos de mensagens de texto (20%), sistemas automatizados de voz como o Google Home (18%) e até apps de mensagens das redes sociais, como o Facebook Messenger e o Whatsapp (9%)

"Conveniência, velocidade e experiência do cliente dominam o ecossistema de viagens, e o processo de reserva e pagamento não é exceção", ponderou o diretor de tecnologia da OAG, Mike Benjamin. “Os viajantes já estão contando com plataformas de mídia social como Twitter e Facebook para atendimento ao cliente. Embora não esperemos uma grande mudança no mercado de reservas de viagens da noite pro dia, a ameaça de novas startups e grandes players tecnológicos que radicalmente simplificam ou transformam a experiência não deve ser descartada”.

MÉTODOS DE PAGAMENTO ALTERNATIVOS
O método de pagamento é outra variável que influencia no futuro da reserva de viagens. O OAG perguntou aos viajantes quais opções de pagamento eles estariam dispostos a usar para reservar e pagar por viagens e serviços turísticos, e em primeiro apareceu o Pay Pal, com 49% dos votos, seguido de perto pelo Apple Pay (42%) e, um pouco mais atrás, pelo Google Wallet (22%).

Se considerar apenas os millennials, geração com idade entre 18 aos 35 anos, o Apple Pay sai na melhor posição: 56% deles os utilizariam, seguidos do Google Wallet (29%).

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Bitcoin surge como alternativa principalmente para os millennials
Bitcoin surge como alternativa principalmente para os millennials

Até os pagamentos por criptomoedas já aparecem com números relevantes, com 14% da geração dos millennials aceitando usar a mais popular delas, o bitcoin, como método de pagamento para viajar - se considerar a população geral, a porcentagem cai para 6%.

"Todos os olhos estão na paisagem de reservas de viagens. Os consumidores de hoje têm mais canais, tecnologias e plataformas para reservar viagens do que nunca”, acrescentou Mike Benjamin. "Embora o setor não mude imediatamente, as linhas aéreas e os mecanismos de reservas antigos precisam continuar a investir agressivamente na inovação e na experiência do cliente, tanto para conquistar maior participação de mercado quanto para afastar possíveis novos participantes", encerrou o executivo da OAG.

A empresa conta, em sua rede, com o banco de dados de mais de 900 companhias aéreas e cerca de quatro mil aeroportos, processando 1,4 bilhão de solicitações por ano.
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