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Indonésia sofre com quedas expressivas em viagens pós-terremotos

Unsplash/Harry Kessell
Templo em Bali, o principal destino da Indonésia
Templo em Bali, o principal destino da Indonésia
Os recentes terremotos na Indonésia foram responsáveis por uma queda de 26% nas reservas ao destino desde 5 de agosto. A pesquisa foi conduzida pela Forward Keys, consultoria especializada na indústria de viagens.

Em 29 de julho, um terremoto de 6,4 graus na escala Richter balançou a ilha de Lombok e deixou 20 mortos, além de 400 feridos. Apenas nove dias depois, um segundo terremoto ainda mais devastador, de 6,9, atingiu Lombok novamente, matando 555 pessoas e ferindo mais de 1,4 mil. Ainda, mais de 156 mil foram deslocados.

Esses dois fenômenos atravancaram o crescimento do Turismo no país asiático no ano. De acordo com a Forward Keys, as reservas para o destino estavam 10% mais altas desde 1 de janeiro em relação ao período equivalente de 2017.

O comércio da indústria de Viagens e Turismo tem sido prejudicado, pois as viagens Bali, o portão de entrada para turistas, e que é adjacente a Lombok, caíram muito mais do que para a Indonésia como um todo.

De 1 de janeiro deste ano até o primeiro terremoto, as reservas Bali estavam 15,2% mais altas. Entretanto, desde o segundo terremoto, houve uma queda avassaladora de 42,9%. A ilha indonésia é altamente dependente do Turismo, aponta a Forward Keys, que ainda complementa: a capital Jacarta, um centro comercial regional, teve decréscimo de apenas 2,2%.

O principal mercado internacional para a Indonésia é a China, que responde a 14% de todos os visitantes. Após os dois terremotos, a redução foi de 59%, a mais alta entre todas as nacionalidades.

Os demais países em importância de visitação são, respectivamente, Austrália, Índia, Cingapura e Hong Kong. Apenas a Índia (+16%) obteve alta entre 6 e 19 de agosto, o período pós-terremoto, enquanto os três restantes apresentaram retração de dois dígitos.

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