Perdeu a live TRVL LAB? Veja análises da 2ª pesquisa Turismo e Covid-19

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Emerson Souza
Carolina Haro, sócia-diretora da Mapie, participou da live para divulgar os resultados da pesquisa
Carolina Haro, sócia-diretora da Mapie, participou da live para divulgar os resultados da pesquisa
Hoje (26), o Portal PANROTAS promoveu live em conjunto com o TRVL LAB para divulgar os resultados da segunda edição da pesquisa Pulso Turismo e Covid-19, abordando os impactos da pandemia nos viajantes e nas empresas de Turismo. A pesquisa foi realizada com 416 pessoas e 372 empresas e está disponível no trvl.com.br. As duas rodadas da pesquisa tiveram um intervalo de um mês, e de acordo com Carolina Sass de Haro, sócia-diretora da Mapie, uma das parceiras do TRVL LAB, ao lado da PANROTAS, estamos em um momento mais pessimista, em que a confiança do viajante diminuiu bastante.

"Não temos boas notícias no momento", afirmou Carolina sobre a intenção de viajar e a confiança do cliente. Por isso a necessidade de as empresas se comunicarem melhor e serem transparentes com os consumidores. Eles esperam isso e estão prontos para aderir aos novos protocolos.

A porcentagem de pessoas que não pretendem voltar a viajar internacionalmente até que tudo esteja controlado subiu de 60,5% para 68,2%; já de viagens nacionais subiu de 45,4% para 54,4%; enquanto a indecisão sobre viagens também aumentou de de 31,6% para 37,7%. Carolina e Artur Andrade, editor-chefe da PANROTAS, afirmaram durante a live que é o momento das empresas do setor investirem no relacionamento com os clientes, informá-los sobre os protocolos de segurança e instigá-los a viajar para que essa confiança volte a ser alta.

O impacto da pandemia é inegável, mas a pesquisa aponta que as campanhas feitas para que os viajantes não cancelassem suas viagens e sim adiassem tiveram efeito positivo. Entre os entrevistados, 55,52% tiveram viagens impactadas, sendo que 47,19% destes fizeram alterações, 18,54% cancelaram e 34,27% aguardam desdobramentos para tomar uma decisão. Além disso, aumentou o número de pessoas buscando promoções e oportunidades, apesar da baixa intenção de viajar, o que mostra que as pessoas estão mais disponíveis e não consideram mais inadequado receber comunicação de promoções, sem abandonar o tom empático, claro.

NORDESTE LIDERA
Já sobre os destinos em alta, Artur Andrade apontou a Flórida, Portugal e Espanha como bons exemplos da transparência necessária para o momento sobre as medidas e protocolos de segurança. Mas a pesquisa aponta para destinos nordestinos como os mais desejados com 31,85% da preferência dos entrevistados. Outros destinos como América do Sul e Flórida registraram pequenos aumentos comparado à primeira pesquisa: o desejo por destinos latinos subiu de 4,12% para 7,96%, enquanto o queridinho do brasileiro nos Estados Unidos subiu de 3,09% para 3,82%. Em um primeiro momento, Carolina apontou para a preferência por viagens regionais e bate-voltas.

No entanto, para que as pessoas possam visitar seus destinos desejados, elas precisam confiar de que valerá a pena, e a sócia-diretora da Mapie aponta para uma comunicação transparente das medidas sanitárias, protocolos de segurança e novas formas de conduta, garantindo que a experiência será igualmente satisfatória. A pesquisa aponta que o novo normal já é aceito e desejado, com práticas como uso de máscara, distanciamento e testes rápidos de covid-19 sendo defendidos pelos viajantes. Já medidas como a ausência de monitoria para crianças e limpeza diária do apartamento não são tão bem aceitas, mas estão sendo aplicadas para evitar contato e contágio, reforçando a necessidade de comunicação por parte das empresas.

Entre os pontos negativos visando à retomada, a pesquisa aponta para uma queda na confiança nos prestadores de serviço de Turismo para viajar de 22,7% para 12,3%, enquanto muitos ainda esperam ser comunicados. De acordo com os profissionais presentes na live, é preciso manter a comunicação com o cliente e inspirá-lo para seguir nutrindo a vontade de viajar. Isso porque o medo segue presente. A pesquisa aponta que os entrevistados têm medo de ao viajar exporem a família ao vírus (61,39%) ou não ter a experiência desejada devido às restrições impostas (27,72%). Outro ponto importante é a redução do orçamento para viagens: 48,09% afirmaram que ele foi reduzido, enquanto 19,75% afirmaram que o orçamento não existe mais.

EMPRESAS
Já entre as empresas de Turismo, as prioridades agora são manter relacionamento com clientes (65,14%), rever estratégias e investimento (63,69%), rever o tamanho do negócio (33,60%) e mudar o modelo do negócio (25,75%). As empresas também esperam uma retomada do Turismo em agosto (27,15%), normalização da situação como um todo no primeiro semestre (36,93%) ou no segundo semestre (32,35%) em 2021 e apontam para as viagens mais consultadas: destinos nacionais em 2020 (57,38%), destinos nacionais em 2021 (49,58%) e destinos internacionais em 2021 (42,06%).

Confira a pesquisa completa e a live na íntegra abaixo.


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