Mulheres se unem para ampliar presença feminina no Turismo

|


Emerson Souza
Mariana Aldrigui, uma das organizadoras do movimento Mulheres do Turismo em Rede
Mariana Aldrigui, uma das organizadoras do movimento Mulheres do Turismo em Rede
O movimento Mulheres do Turismo em Rede foi criado, oficialmente, em julho de 2020, após a realização do encontro Women in Travel durante a WTM 2019, ocasião em que, segundo as coordenadoras, ficou evidente a demanda por mais espaços de discussão sobre o papel das mulheres no setor. As organizadoras do movimento - Ana Clévia Guerreiro, Mariana Aldrigui e Marianne Costa - entenderam ser possível definir as bases de atuação e convidar mais mulheres para a rede, buscando inicialmente coletar dados sobre as características das envolvidas e, posteriormente, compartilhar as ações e responsabilidades para ampliar o alcance do movimento.

"Em diferentes circunstâncias e em praticamente todos os lugares do Brasil, fica cada vez mais evidente a necessidade de maior equilíbrio na composição de grupos, equipes, bancadas, listas de palestrantes, membros de conselhos ou qualquer outro tipo de reunião de pessoas. Particularmente no Turismo predominam homens brancos e há pouca disposição para novos rostos e ideias. Se pudermos contribuir com a sugestão de novos nomes, já teremos um avanço", ressalta Mariana Aldrigui.

A primeira pesquisa realizada pelo Mulheres do Turismo em Rede revelou que as mulheres trocaram informações sobre a criação do movimento principalmente por WhatsApp (55%), seguido do Linkedin (17%) e Facebook (15%). O fato de o Linkedin aparecer em segundo demonstra, segundo análise do grupo, a vinculação profissional dos contatos, ainda que esta não seja a rede mais utilizada no Brasil. Isso permitiu ainda que as brasileiras que atuam no Turismo, mas residam fora do País, também integrem a rede.
Divulgação
Ana Clévia Guerreiro
Ana Clévia Guerreiro

"Meu desejo é que a rede inclua o maior número possível de mulheres do setor, de todos os estados, que atuem em todas as funções, e que possamos contar com a experiência de cada uma delas, compartilhando dúvidas, ideias, oferecendo sua contribuição, pois só assim é que cresceremos, juntas", diz Ana Clévia Guerreiro.

A rede já conta com mulheres nascidas entre 1933 e 2005 e a maior concentração é de nascidas nas décadas de 1980 (33,4%), 1970 (22,5%) e 1990 (20,6%). Por enquanto, as mulheres residentes na região Sudeste são maioria (53%), seguidas das que residem no Nordeste (21%). Enquanto 47% das integrantes responderam que estão casadas, 51% estão solteiras ou separadas. Das entrevistadas, 67% se declararam brancas, 21% pardas, 8% pretas, 3% amarelas e menos de 1% indígenas.

Em relação à vida profissional, as mulheres da rede demonstram ser qualificadas formalmente, já que 36% têm curso superior completo, 32% têm pós-gradução, 14% têm mestrado, 5% têm doutorado e 11% têm superior incompleto. Ainda assim, a remuneração média é baixa, uma vez que a maioria (31,2%) das mulheres ganha entre dois a cinco salários mínimos, enquanto 20,4% ganham entre cinco a dez salários; 16,4% até dois salários; 12,1% dez ou mais salários; e 12,7% não possuem renda. Além disso, 68% responderam estar em atividade em 2020, enquanto 24% perderam seu emprego neste ano e 7% não estão em atividade por conta da aposentadoria.

Divulgação
Marianne Costa
Marianne Costa

"O empreendedorismo feminino no Turismo é bastante evidente, por diferentes razões, mas especialmente porque as mulheres tendem a buscar alternativas dentro de suas competências, mesmo quando não têm uma qualificação formal – que será buscada posteriormente, mediante as necessidades e desafios. Mulheres empreendedoras demonstram uma força contagiante, e nós queremos dar espaço para que elas compartilhem suas histórias e inspirem outras mulheres!", destaca Marianne Costa.

No começo do ano, outras executivas do setor, se uniram e criaram a MUST. Conheça.
 AVALIE A IMPORTÂNCIA DESTA NOTÍCIA