10 tendências do consumidor pós-pandemia - e o impacto nas viagens

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A empresa de pesquisa de mercado global Euromonitor International apresenta em seu relatório “10 Principais Tendências Globais de Consumo 2021” como será o comportamento dos clientes este ano, marcado por ser o da retomada da economia, graças à chegada da vacina e a um maior controle da pandemia, que ainda continuará a nos acompanhar pelos próximos meses.

Segundo a empresa, a pandemia de covid-19 criou, influenciou ou acelerou cada tendência. Entre o desejo de voltar à normalidade e às restrições que levam a novas formas de consumir (inclusive as viagens), o consumidor está preocupado, atento e mais conectado que nunca.

“O ano de 2021 será importante”, diz Alison Angus, head de Lifestyles da Euromonitor International. “A adaptação de estratégias a estas tendências emergentes de consumo capacitará as empresas a enfrentarem e a superarem as adversidades inesperadas”.
Os consumidores não desistiram. Mas mudaram para sempre.

O estudo da Euromonitor é um dos destaques da edição 1.455 da Revista PANROTAS, que você pode ler abaixo. E confira um resumo das tendências logo após, lembrando que a PANROTAS fez comentários sobre Turismo em cada uma das tendências apontadas pela Euromonitor.



AS TENDÊNCIAS DE CONSUMO

1 – RECONSTRUIR MELHOR
Este ano, os consumidores esperam encontrar iniciativas orientadas por propósitos que apoiem o tripé da sustentabilidade - pessoas, planeta e lucros. O papel das empresas é ajudar a reconstruir o mundo e não serem apenas focadas no lucro.

A preocupação social, que foi predominante durante a pandemia não deve, de acordo com a Euromonitor, substituir a busca por sustentabilidade (um pouco deixada de lado na crise, com mais uso de plástico, por exemplo). As duas preocupações conviverão de mãos dadas.

No Turismo, em análise da PANROTAS, as viagens com propósito estarão em alta, mas também a atenção dos consumidores a como as empresas agem em relação ao planeta, às comunidades dos destinos turísticos, aos colaboradores e às causas sociais.

2 – DESEJO POR CONVENIÊNCIA
Nada de estresse, processos complexos e deslocamentos cheios de etapas e burocracia. O consumidor agora quer a comodidade de locomoção, ocasiões impulsivas e espontâneas e simplicidades da vida pré-pandêmica.

A compra digital precisa ter facilidades da compra presencial e dar ao consumidor o poder de escolher como se estivesse em um shopping. Os consumidores mais velhos ainda preferem a interação humana. Comprar on-line com a ajuda de um consultor, em vídeo, pode ajudar a quebrar a barreira para alguns.

No Turismo, se a viagem for complicada, envolver muita interação e etapas que não cessam, melhor ficar em casa ou viajar para perto. Uma ótima oportunidade para a curadoria das agências de viagens.

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3 – OÁSIS AO AR LIVRE

Reconectar-se com a natureza e buscar locais ao ar livre para o lazer e para socialização segura é uma tendência forte e que vai impactar em cheio a prateleira de viagens.

Essa tranquilidade rural e o contato com a natureza podem até ser transportados para empreendimentos e espaços dentro das cidades.

Nas viagens, a natureza está no centro das atenções, mas com atenção a questões como sustentabilidade, impacto na comunidade e contribuição à preservação. Nada de overtourism. Nada de meia hora em cada atração.

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4 – REALIDADE FIGITAL (FÍSICO E DIGITAL COLIDEM)

Os clientes querem usar ferramentas digitais para ficarem conectados em casa e para facilitar procedimentos mais seguros nos estabelecimentos tradicionais. A realidade figital permite a experiência híbrida de estar em casa, mas usufruir do mundo real, ou estar no mundo real, mas com tecnologia que ajude na segurança, isolamento, serviços touchless e prevenção de interações.

O Turismo precisa atender esse cliente que está distante, isolado e conectado. Tudo tem que ser resolvido de forma rápida, segura e digital, levando o mundo real à casa do cliente.

5 – BRINCANDO COM O TEMPO
O consumidor espera ganhar nova flexibilidade, programando atividades em uma ordem não convencional para atender às demandas individuais de tempo. Os clientes estão sendo forçados a serem criativos para aproveitar seu tempo ao máximo (por exemplo, em casa, dar conta do trabalho, dos afazeres domésticos, do lazer, dos filhos, da família, dos pets). As empresas precisam ajudá-los nessa missão, aumentando a flexibilidade e a conveniência.

As viagens tendem a derrubar e rasgar rótulos. Corporativo se mistura com lazer, com viagem em família, com estudo, com crescimento pessoal, com visita a parentes, com formação técnica. Tudo isso no mesmo hotel, casa de aluguel ou hospedagem alternativa. E com regras flexíveis e transparentes para remarcações, cancelamentos, adiamentos e extensão da viagem. Diga sim ao consumidor disruptivo. Mas esteja preparado.


6 – INQUIETOS E REBELDES

Depois dos desencontros de notícias e informações sobre a pandemia, o cidadão de 2021 passa a desconfiar das grandes redes sociais, da mídia e dos governos, desafiando a desinformação e colocando suas necessidades em primeiro lugar. As empresas podem ajudar dando voz ao novo consumidor, sendo mais assertivos e transparentes no marketing e nas redes sociais, e criar meios para falar de forma personalizada com grupos e indivíduos.

Já o Turismo, segundo análise da PANROTAS, precisa estar mais engajado, desconfiado, crítico. O governo deve servir a nação e não ser bajulado por ela. A transparência de processos e no acesso a informações é fundamental. E as empresas não podem apoiar teorias da conspiração e fake news.

7 – OBSESSÃO POR SEGURANÇA
Serviços sem contato, padrões sanitários excepcionais e produtos que melhoram a higiene e a imunidade são exigências das quais o consumidor não abrirá mão.

Todos os protocolos de saúde e limpeza criados na pandemia devem continuar pós-covid. A preocupação com a saúde e o consumo de relatórios de saúde sobre o que está ocorrendo no mundo vieram para ficar. Os empreendimentos de Turismo precisam deixar evidente que continuam respeitando, estimulando e aplicando os protocolos de saúde, em respeito ao cliente, ao colaborador e à comunidade onde estão.

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8 – ABALADOS E REFLEXIVOS

Reavaliar as prioridades e identidades na busca de uma vida mais plena e uma melhor resiliência mental estão na lista do consumidor este ano. A depressão e a saúde mental tiveram um impacto moderado ou severo em 73% da vida cotidiana dos consumidores no mundo todo no ano passado.

Viagens com propósito de saúde, bem estar e relaxamento, assim como a inclusão de aulas sobre esses temas, cursos e palestras no roteiro da viagem atrairão um consumidor que precisa desse alívio mental, com a ajuda de profissionais, mas também com lazer e entretenimento diferenciados.

9 – A ORDEM É PECHINCHAR

Elaborar orçamentos com cautela e adquirir produtos e serviços de valor agregado e acessíveis são rotina agora para o consumidor, que passa por uma crise de saúde, incluindo ansiedade e depressão, além da covid em si, mas também por uma crise econômica que levará anos para sumir. O consumismo dá lugar ao consumo com valor agregado. As gerações mais novas estão mais pessimistas, segundo pesquisa da Euromonitor.

Pagar menos, mas com valor agregado, como atingir essa meta nas viagens? Mais uma vez os profissionais de Turismo podem ajudar, e também alertar que promoções irreais poderão causar dor de cabeça.

10 – NOVOS ESPAÇOS DE TRABALHO
Encontrar um novo equilíbrio entre trabalho e vida pessoal é meta para 2021, pois a colaboração remota redefine o ambiente de escritório tradicional. Mais da metade dos consumidores globais tinham, até então, uma fronteira rigorosa entre o trabalho ou a escola e a vida pessoal.

Viagens corporativas e viagens de lazer mais uma vez se misturam, e o trabalhador pode ser um viajante, um nômade digital, e trabalhar de qualquer lugar. É Turismo? É viagem corporativa? Esqueça os rótulos: é uma nova viagem.

Faça o download do estudo da Euromonitor, em inglês, CLICANDO AQUI.

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