Trabalhadores querem produzir em cafés e hotéis na volta da pandemia

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Pesquisa realizada pela Accenture, empresa global de serviços profissionais e soluções para digital, nuvem e segurança, mostra que a pandemia e seus efeitos tendem a modificar permanentemente o estilo de vida de consumidores e até o formato de negócio das empresas. De acordo com o levantamento, que ouviu mais de 20 mil pessoas em 19 países, 95% das pessoas que tiveram sua rotina afetada pela pandemia mudaram definitivamente seu modo de viver em, pelo menos, um aspecto.

Divulgação/JLL
79% disseram que gostariam de trabalhar a partir de um terceiro espaço, que não fosse o escritório mas também não fosse o ambiente de descanso
79% disseram que gostariam de trabalhar a partir de um terceiro espaço, que não fosse o escritório mas também não fosse o ambiente de descanso
Muito dessa mudança já realizada, segundo aponta o estudo, tem a ver com a rotina de trabalho, que já sofreu alterações nesse último ano. Entre os pesquisados, 79% disseram que gostariam de trabalhar a partir de um terceiro espaço, que não fosse o escritório mas também não fosse o ambiente de descanso.

A busca por esse “terceiro espaço”, conforme aponta o relatório, revela profissionais que, inclusive, estão dispostos a pagar até US$ 100 por mês do próprio bolso para poder trabalhar de um café, bar, hotel ou outro local com espaço dedicado.

O desejo de poder trabalhar a partir de um outro espaço vem acompanhado de uma série de mudanças também em relação às viagens de negócios. Entre os participantes do estudo, 46% não têm planos de viajar a negócios após a pandemia ou pretendem diminuir os antigos custos com viagens pela metade.

Ainda é incerto, porém, quanto tempo essa nova tendência irá durar, mas atualmente acredita-se que o mercado de viagens a lazer será o primeiro a retornar, trazendo adaptações ao setor para uma operação mais eficiente a fim de compensar a perda de rendimento do período.

"A pandemia forçou o surgimento do que chamamos de 'pragmatismo criativo', especialmente entre empresas de viagens e hospitalidade que tiveram que buscar novas fontes de rendimento durante a crise", explica a diretora geral da Accenture, Emily Weiss. "Alguns hotéis transformaram seus quartos em restaurantes temporários, já outros testaram a oferta temporária de suas áreas de escritório para os clientes em busca de um 'terceiro espaço' para trabalhar. Embora tenha havido experiências com inovação em áreas bem específicas, as empresas precisam dimensionar esses novos serviços e levar em conta o novo foco dos viajantes em saúde e segurança, por exemplo, usando a nuvem para a implantação de interações totalmente livres de contato”, completa.

OUTRAS MUDANÇAS
Ainda segundo aponta o estudo, não foram só os hábitos de trabalho e de viagens que mudaram de forma permanente. Muitos também acham que seus hábitos de compra evoluíram consideravelmente nesse período. A proporção de compras on-line, por exemplo, em produtos como alimentos, itens de decoração, moda e artigos de luxo por usuários de comércio eletrônico antes pouco frequentes cresceu 343% desde o início da pandemia.
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