Pertencimento e economia regenerativa: HSMAI aponta 7 tendências do Turismo para 2026
Entidade demonstra que haverá transformações na forma como os viajantes escolhem suas jornadas

A HSMAI Brasil aponta que 2026 não será um ano de tendências isoladas, mas de transformações estruturais na forma como viajantes escolhem, vivem e lembram suas jornadas, e ainda como empresas de hospitalidade operam, se organizam e competem.
O próximo ciclo consolida uma nova arquitetura de valor do setor, sustentada por três pilares indissociáveis: inteligência tecnológica, antecipação orientada por dados e profundidade da experiência humana.
As tendências são:
Como as pessoas escolherão viajar em 2026?
A escolha do viajante deixa de ser reativa e passa a ser antecipada por dados, comportamento e inteligência artificial. Estudos globais mostram que a jornada começa antes da busca ativa, quando algoritmos já compreendem quem é o viajante, em que momento de vida ele está e o que ele busca sentir.
Experiência deixa de ser diferencial e vira pré-requisito
O viajante não compra mais hospedagem ou transporte, mas pertencimento, transformação e memória emocional. A viagem passa a ser vivida como um ritual, conectada ao momento pessoal, familiar ou profissional.
Destinos deixam de vender lugares e passam a oferecer significado
Em 2026, destinos não vendem mais lugares, mas sim histórias, identidade e roteiros emocionais. O destino passa a ser a história que o viajante escreve. Exemplos de narrativas: Islândia - paisagem como terapia, renascimento e mudança de perspectiva; Japão - plenitude, quietude e estética; Nordeste brasileiro - natureza, ancestralidade e vibração sensorial.
Comunidades substituem o Turismo de massa
O crescimento deixa de vir da escala e passa a vir da afinidade. Viagens organizadas por comunidades como wellness, esporte, gastronomia, espiritualidade, mulheres solo, Turismo regenerativo, entre outras, ganham ainda mais protagonismo.
IA como co-gestora do negócio

A Inteligência Artificial assume papel estratégico nas decisões comerciais. Princípio-chave: automatizar o previsível e humanizar o essencial. Lembrando que IA não substitui pessoas, mas sim o improviso, achismo e decisões tardias.
Economia regenerativa e responsabilidade saiu do discurso
Agora é critério de escolha. As marcas e destinos precisam comprovar impacto positivo e quem não entrega valor real, perde relevância.
Influência não é mais alcance, mas credibilidade
Cresce o poder dos micro e nano influenciadores, com autoridade real e conexão genuína com comunidades específicas.
“2026 tem vetores positivos, mas não é um ano simples, especialmente para o Brasil. Teremos Copa do Mundo, eleições e um calendário carregado de feriados, o que tende a favorecer o lazer, mas pressiona o corporativo, os eventos e a previsibilidade de receita. O equilíbrio entre esses dois mundos será o grande desafio. A demanda vai existir, porém fragmentada, volátil e muito sensível a preço, contexto e timing. Quem tiver leitura de dados, agilidade comercial e estratégia clara conseguirá navegar bem. Quem depender apenas de fluxo natural ou de modelos antigos vai sentir”, explica a presidente da HSMAI Brasil e Latam, Gabriela Otto.