Laura Enchioglo   |   12/02/2026 13:30
Atualizada em 12/02/2026 13:31

Quais os destinos brasileiros com melhores condições para investimento no Turismo? Confira

Índice traz Florianópolis, Vitória, Brasília, Salvador e Belém como destaques em suas regiões


Embratur/Sebrae
Florianópolis ficou com o topo do ranking na segunda edição do índice
Florianópolis ficou com o topo do ranking na segunda edição do índice

O Índice de Favorabilidade para o Turismo (IFT-GKS) chega a sua segunda edição apontando quais capitais brasileiras apresentam a melhor combinação de condições sociais, econômicas, turísticas e de sustentabilidade para o desenvolvimento de negócios no setor de Turismo.

Ao longo de 2025, os especialistas envolvidos na elaboração do IFT-GKS se dedicaram a refinar o índice, atualizando os dados e incluindo aspectos ligados à sustentabilidade, de modo a ampliar a compreensão dos efeitos do turismo nos destinos, especialmente em relação à qualidade de vida dos residentes.

Florianópolis lidera o ranking nacional, com 73 pontos de 100 possíveis. Em seguida, aparecem Vitória e Curitiba, que registraram avanços expressivos em relação à edição anterior. São Paulo e Brasília completam o top 5, com desempenhos consistentes e pontuações acima de 69 pontos.

Entre os destaques regionais, Florianópolis lidera no Sul, Vitória no Sudeste, Brasília no Centro-Oeste, Salvador no Nordeste e Belém na Região Norte.

O IFT-GKS considerou onze variáveis que foram agrupadas em quatro dimensões: social, econômica, de sustentabilidade e de infraestrutura de Turismo
O IFT-GKS considerou onze variáveis que foram agrupadas em quatro dimensões: social, econômica, de sustentabilidade e de infraestrutura de Turismo

Para Mariana Aldrigui, pesquisadora da Universidade de São Paulo e integrante do conselho técnico do IFT-GKS, “o Brasil precisa rapidamente atualizar seu conceito de ‘interesse turístico’, oferecendo informações importantes para potenciais investidores que estejam comprometidos com a melhoria dos destinos em todos os seus aspectos, e não somente na identificação de uma paisagem paradisíaca. É fundamental que os gestores públicos consigam advogar por melhoria na qualidade de vida da população local”.

O IFT-GKS considerou 11 variáveis agrupadas em quatro dimensões: social, econômica, de sustentabilidade e de infraestrutura de Turismo. A dimensão Social considerou elementos de violência, acesso à saúde, acesso a esgoto e nível educacional da população. Já a dimensão Econômica verificou a relação de beneficiários do Bolsa Família com estoque de empregos, renda média e densidade de acesso à banda larga.

Para a Sustentabilidade, foram incluídos dados sobre a vulnerabilidade climática de cada capital e o volume relativo de parques e praças em áreas urbanas. Por último, a dimensão Turismo analisou a disponibilidade de leitos em meios de hospedagem e tarifa média para chegar ao destino. Para fins de cálculo do ranking, a dimensão Turismo recebeu peso 75% maior que as demais dimensões.

Para cada uma das variáveis, foi criado um ranking com pontuação de 1 a 10 pontos possíveis, sendo que a capital com o melhor índice recebe 10 pontos e as demais são ranqueadas relativamente ao líder do ranking.

O economista Guilherme Dietze, presidente do Conselho de Turismo Fecomercio de São Paulo e integrante do conselho técnico do IFT-GKS destaca que “o IFT-GKS apresenta um tratamento estatístico rigoroso, com variáveis criteriosamente selecionadas, a fim de oferecer uma análise abrangente e precisa das condições de investimento no setor de Turismo. Além disso, contempla temas correlatos, como segurança e sustentabilidade. O índice pode servir como um importante instrumento de orientação para gestores públicos, permitindo a identificação ágil de problemas e a implementação de medidas corretivas de forma eficiente”.

O ranking será atualizado semestralmente com objetivo de manter o mercado atento às oportunidades no Turismo. Cassio Garkalns, CEO da GKS, afirma que “empresários e governantes podem encontrar, em projetos de Turismo, uma ótima opção de investimento, e nossa intenção é poder subsidiar tais decisões com dados bem fundamentados e confiáveis”.

RegiãoCidadeÍndice
Centro-OesteBrasília69,4
Centro-OesteGoiânia64,4
Centro-OesteCuiabá62,4
Centro-OesteCampo Grande60,9
NordesteNatal59,6
NordesteFortaleza58,1
NordesteAracaju57,1
NordesteRecife55,8
NordesteSalvador55,3
NordesteJoão Pessoa53,9
NordesteSão Luís53,6
NordesteMaceió49,5
NordesteTeresina48,3
NorteBelém60,0
NortePalmas55,9
NorteMacapá47,9
NorteManaus47,8
NorteRio Branco47,2
NorteBoa Vista43,2
NortePorto Velho39,7
SudesteVitória72,2
SudesteSão Paulo69,4

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero, Laura Enchioglo é repórter na PANROTAS, onde entrou como estagiária em 2023. Tem experiência em assessoria de imprensa e na cobertura de economia e finanças.