Karina Cedeño   |   31/03/2026 15:04

Estudo mostra onde sites de Turismo estão perdendo e ganhando usuários

Pesquisa mostra ainda que o desktop converte mais que o dobro do mobile; veja ouros insights


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Para a pesquisa, foram analisadas mais de cinco bilhões de sessões em mais de 700 sites do setor de Viagens e Hospitalidade
Para a pesquisa, foram analisadas mais de cinco bilhões de sessões em mais de 700 sites do setor de Viagens e Hospitalidade

O site SmartBrief acaba de divulgar seu Benchmarks de Experiência Digital 2026 para diversos setores, entre eles o de Viagens e Hospitalidade. Segundo o levantamento, duas coisas ficam claras neste segmento: a IA já faz parte da jornada de viagem e a retenção é o principal motor de receita das empresas,

Para a pesquisa, foram analisadas mais de cinco bilhões de sessões em mais de 700 sites do setor de Viagens e Hospitalidade para entender o que está mudando e onde essas páginas estão perdendo – ou ganhando – usuários.

Confira, abaixo, alguns dos destaques do estudo:

  • O mobile gera 77,5% do tráfego, mas a atenção está dividida entre o web mobile para pesquisas iniciais e os apps para engajamento em tempo real;
  • O setor de Viagens & Hospitalidade foi o mais resiliente: o tráfego nas mídias digitais caiu apenas -0,6% (contra -3,8% na média de todos os setores);
  • A frustração dos visitantes aumentou +7,6%, impulsionada principalmente por problemas técnicos no ambiente digital (erros de API e JavaScript).


Participação do tráfego por canal

A pesquisa também mostra a participação do tráfego por canal e como ela mudou de um ano para o outro.

Reprodução/Benchmarks de Experiência Digital 2026
Participação do tráfego por canal
Participação do tráfego por canal
  • O acesso direto continua sendo a maior fonte de tráfego, respondendo por 40,1% em 2025. Isso significa que as pessoas estão digitando o site na barra de busca e acessando-o de forma direta, o que acontece com marcas fortes;
  • A busca orgânica, por sua vez, caiu de 25,3% para 22,2% de 2024 para 2025, indicando perda de relevância do canal mais qualificado de aquisição;
  • A busca paga, por sua vez, registrou leve queda, passando de 21,9% em 2024 para 20,6% em 2025, o que pode indicar redução de investimento ou menor eficiência das campanhas;
  • O acesso por e-mail apresentou leve queda, de 4,3% em 2024 para 3,9% em 2025, mantendo-se ainda como um canal relativamente estável;
  • O tráfego vindo de IA ainda é muito pequeno, mas apresentou crescimento relevante em termos proporcionais, indicando uma tendência emergente.


Taxa de rejeição nas mídias digitais

Reprodução/Benchmarks de Experiência Digital 2026
Taxa de rejeição ?nas mídias digitais
Taxa de rejeição nas mídias digitais

No que se refere à taxa de rejeição nas mídias digitais (ou seja, pessoas que as acessam, mas saem sem interagir nem clicar em nada), o levantamento mostra que:

Os maiores índices de taxa de rejeição (tráfego menos qualificado) são provenientes dos seguintes canais:

  1. Mídia paga em redes sociais (69,8%)
  2. Redes sociais orgânicas (65,3%)
  3. Banners e anúncios (60,6%)

Enquanto os menores índices de taxa de rejeição são provenientes de:

  1. Busca orgânica (33,8%)
  2. Busca paga (37,4%)

Isso mostra que pessoas vindas do Google já estão buscando algo específico e tendem a explorar mais o site. Na prática, isso significa que:

  • Google (orgânico + pago) → melhor qualidade de tráfego;
  • Redes sociais → muito volume, mas baixa qualidade;
  • Banners e anúncios → atraem, mas não engajam bem.


O que mais gera frustração nos sites de Viagens e Hospitalidade?

Reprodução/Benchmarks de Experiência Digital 2026
Fatores que mais geram frustração nos usuários
Fatores que mais geram frustração nos usuários

Segundo o estudo, 38% das sessões geral algum tipo de frustração, ou seja, quase quatro em cada dez usuários têm uma experiência negativa.

As principais causas de frustração nos sites são:

1. Erros técnicos

  • Erro de JavaScript (14,5%);
  • Erro de API (5,4%)

2. Lentidão

  • Páginas lentas para carregar (12,3%)

3. Comportamento de irritação

  • Clicar várias vezes no mesmo lugar (10,1%);
  • Múltiplos cliques em botões (9,5%).

4. Problemas de usabilidade

  • Hover excessivo- quando o usuário passa o mouse várias vezes sobre elementos da página sem clicar (7,8%);
  • Múltiplos elementos clicáveis (7,7%);
  • Cliques repetidos em campos (3,3%).


Conversão por dispositivo

Reprodução/Benchmarks de Experiência Digital 2026

De acordo com o estudo, as maiores taxas de conversão acontecem nos seguintes canais:

  1. Desktop: 4,5%
  2. Mobile: 2,1%
  3. Média geral: 2,7%

Isso mostra que o desktop converte mais que o dobro do mobile. Ou seja, as empresas estão perdendo conversões no celular, mesmo com tráfego alto vindo de lá.

Conversão por tipo de visitante

  • Novos usuários: 1,8%;
  • Recorrentes: 3,6%

Isso mostra que quem já conhece o site converte duas vezes mais. Esse comportamento é esperado, mas também revela falta de confiança inicial ou jornada de compra mais longa. Ou seja, o site depende de revisitas para converter.

Taxa de retenção em 30 dias

Reprodução/Benchmarks de Experiência Digital 2026
Mudança na taxa de retenção em 30 dias
Mudança na taxa de retenção em 30 dias

O gráfico acima mostra a mudança na taxa de retenção em 30 dias (ou seja, a porcentagem de usuários que voltam ao site dentro de 30 dias após a primeira visita). Ao comparar dois períodos (quarto trimestre de 2024 versus quarto trimestre de 2025), por dispositivo, vemos que:

Desktop

  • 4T24: 14,4%;
  • 4T25: 10,5%

Queda relevante de quatro pontos percentuais. Isso indica que menos usuários estão voltando e há perda de fidelização no desktop. Isso é importante, pois como vimos antes, o desktop é onde a conversão é maior e perder retenção aqui impacta diretamente a receita.

Mobile

  • 4T24: 12,1%;
  • 4T25: 12%

Praticamente estável: leve queda, mas irrelevante, considerando que a retenção já era mais baixa que desktop

Metodologia do estudo

Os benchmarks deste ano são baseados em dados coletados na plataforma Contentsquare e aprimorados com ferramenta Conversation Intelligence. O conjunto abrange mais de 6,5 mil sites e captura mais de 99 bilhões de visitas e 500 bilhões de visualizações de página entre o 4º trimestre de 2024 e o 4º trimestre de 2025. O tráfego originado por IA inclui visitas que vêm diretamente de plataformas como ChatGPT, Claude, Perplexity, Gemini, Copilot, entre outras.

Para acessar o estudo completo, clique aqui.

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Karina Cedeño

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero em 2011 e com mais de dez anos de experiência em reportagens no setor de Turismo.