Karina Cedeño   |   06/05/2026 11:33

Mercado de multipropriedade no Brasil evolui de forma significativa, revela estudo

Em 2025, a multipropriedade chegou a 97 cidades de 18 Estados, sendo 30 municípios a mais do que em 2020


Site Adit Brasil
Considerando as unidades habitacionais, o número saltou de 42.569 para 44.027, na comparação de 2025 com 2026, um crescimento de 3,4%
Considerando as unidades habitacionais, o número saltou de 42.569 para 44.027, na comparação de 2025 com 2026, um crescimento de 3,4%

O mercado de multipropriedade no Brasil vem evoluindo de forma significativa, com destaque para o avanço das vendas e a redução dos níveis de estoque. Esse é um dos principais insights do relatório “Cenário do Desenvolvimento de Multipropriedades no Brasil”, produzido anualmente pela Caio Calfat Real Estate Consulting com base em informações coletadas em banco de dados próprio e junto aos agentes do setor.

Confira, abaixo, alguns insights do estudo:

  • Na comparação entre 2020 e 2025, o número de empreendimentos saltou de 109 para 216;
  • Em termos de expansão territorial, em 2025, a multipropriedade chegou a 97 cidades de 18 Estados – 30 municípios a mais do que em 2020;
  • Dados preliminares de 2026, obtidos até o fechamento do relatório, que comemora dez anos, revelam que o mercado hoje conta com 224 empreendimentos em 99 cidades de 18 Estados brasileiros.;
  • Considerando o total da oferta, 119 multipropriedades estão prontas, 84 em construção e 21 em fase de lançamento de projeto;
  • Considerando as unidades habitacionais, o número saltou de 42.569 para 44.027, na comparação de 2025 com 2026, um crescimento de 3,4%;
  • O volume de frações seguiu a curva ascendente e avançou 5,1%, totalizando 1.265.403 frações neste ano;
  • No mesmo intervalo de tempo, o VGV potencial ultrapassou a marca de R$ 100,5 bilhões, um aumento de 8,5% na comparação com os R$ 92,6 bilhões de 2025;
  • O desempenho comercial também se destaca na análise: o VGV vendido saltou 24,4% em 2026, saindo de R$ 53, 3 bilhões para R$ 66,3 bilhões. Isso fez o estoque cair de 42,5% para 34%, o que releva um ganho importante em absorção do produto pelo mercado;
  • A retração no estoque é observada em todos os estágios na comparação dos resultados de 2025 e 2026: entre os empreendimentos prontos, a queda foi de 16,5% para 8,9%; entre as multipropriedades em construção, o declínio foi de 48,2% para 41% e entre as unidades em fase de lançamento a redução foi de 87,8% para 69,5%.

Os números mostram uma demanda maior em relação aos produtos já entregues, mas também revela o aumento da confiança em relação à compra de empreendimentos nas fases iniciais.

Movimentos diferentes em termos de conversão

Na comparação entre os estágios de desenvolvimento, o relatório mostra movimentos diferentes em termos de conversão, mas segue a mesma lógica do estoque.

  • Entre os empreendimentos prontos, o VGV potencial soma R$ 35,1 bilhões, dos quais R$ 32 bilhões já foram convertidos em vendas, enquanto nas unidades em construção, o VGV potencial está em R$ 50,6 bilhões e o VGV vendido chegou a R$ 29,8 bilhões;
  • Considerando somente os projetos em fase de lançamento, o VGV potencial é de R$ 14,9 bilhões enquanto o vendido registra R$ 4,5 bilhões.

“Embora o crescimento seja considerado discreto, ele confirma um mercado consolidado, assim como o próprio relatório”, afirma Caio Calfat, antecipando uma mudança importante no estudo já para a edição de 2027. “Acompanhamos a evolução do setor a partir de diferentes perspectivas e impactos, entre os quais estão crises econômicas, políticas, pandemia, crescimento, retração e recuperação da indústria. Vamos iniciar uma nova década com um novo estudo, um modelo que observa e analisa todas essas frentes”, destaca.

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Karina Cedeño

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero em 2011 e com mais de dez anos de experiência em reportagens no setor de Turismo.