Beatriz Contelli   |   15/07/2026 09:03

Faturamento dos programas de fidelidade chega a R$ 6,3 bilhões no 1° trimestre

Indicadores da Abemf mostram ainda avanço de cadastros, emissão e resgate de pontos/milhas


Divulgação/Abemf
Na origem dos pontos emitidos, o protagonismo segue com o varejo, indústria, bancos e serviços
Na origem dos pontos emitidos, o protagonismo segue com o varejo, indústria, bancos e serviços

A Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (Abemf) divulgou os números do mercado de fidelidade brasileiro referentes ao primeiro trimestre de 2026 (1T26), apontando crescimento de dois dígitos no faturamento dos programas. O valor atingiu R$ 6,3 bilhões, alta de 11,2% em relação ao mesmo período de 2025.

As empresas do setor também alcançaram 306,2 milhões de inscritos no trimestre, crescimento de 12,7% na mesma base de comparação. Já os pontos/milhas emitidos pelos programas chegaram a 299,3 bilhões, avanço de 19,7% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. E o montante resgatado — ou seja, efetivamente trocado por produtos e serviços — foi de 250,1 bilhões, alta de 15,6% frente ao 1T25.

“O aumento do faturamento, combinado ao crescimento desses outros indicadores do setor, mostra que os programas de fidelidade vêm reforçando seu papel como ferramenta de relacionamento, recorrência e geração de valor em diferentes segmentos da economia”

Diretor executivo da Abemf, Paulo Curro

Essa visão é reforçada, ainda, pela nova redução na taxa de breakage, que recuou 2,1 pontos percentuais desde o primeiro trimestre de 2025, ficando em 11,1% no primeiro tri de 2026. O movimento representa um novo recorde nos dados da associação, dando continuidade à trajetória de queda desse indicador e apontando para um aproveitamento cada vez maior dos pontos e milhas acumulados pelos participantes.

Na origem dos pontos emitidos, o protagonismo segue com o varejo, indústria, bancos e serviços, responsáveis por 93% do total acumulado no período. As passagens aéreas responderam pelos 7% restantes, evidenciando como a fidelização segue espalhada por diferentes frentes de consumo.

No destino dos resgates, as passagens aéreas permaneceram como principal opção de uso, com 76,2% do total. Os 23,8% restantes foram trocados por produtos e serviços, confirmando a variedade também nas possibilidades de utilização dos pontos e milhas pelos participantes.

O levantamento da Abemf mostra ainda que o número de transações realizadas no trimestre chegou a 13,6 milhões de operações, crescimento de 7,8% em relação ao mesmo período de 2025, considerando atividades como acúmulo de pontos, resgates de produtos e serviços e outras movimentações nas contas.

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Anhembi Morumbi com pós-graduação em Política e Relações Internacionais pela FAAP. Entrou na PANROTAS em 2019, com foco especialmente em Branded Content, e, desde 2024, atua como repórter da redação.