IA e novas experiências: Decolar aponta 5 transformações no Turismo na América Latina
Mudanças no comportamento dos viajantes começam a redefinir a forma como as viagens são planejadas

A Decolar aponta cinco transformações que vêm redesenhando o setor na América Latina e podem influenciar a forma como viajaremos, descobriremos destinos e nos relacionaremos com as empresas que tornam as viagens possíveis, ao longo dos próximos anos.
Confira os 5 insights da Decolar
1. Mais que atrair viajantes: capturar mais valor de cada viagem
O crescimento do Turismo não se mede apenas pelo número de pessoas que chegam a um destino, mas também pelo impacto econômico gerado ao longo de toda a cadeia. Em 2025, o setor de Viagens e Turismo contribuiu com US$ 372 bilhões para a economia da América Latina (7,6% do total), segundo o WTTC.
Segundo a entidade, o setor cresce em um ritmo superior à média global – 5,2%, ante 3,3% – e pode acrescentar US$ 206 bilhões à atividade econômica e gerar 6 milhões de novos empregos na próxima década. Isso significa mais recursos circulando entre hotéis, restaurantes, companhias aéreas, atrações, operadores, agências e outros negócios ligados ao Turismo.
2. A inteligência artificial se torna uma nova porta de entrada para a viagem
Durante anos, o planejamento de uma viagem começava por uma busca: destinos, datas, preços e opções. A inteligência artificial começa a mudar essa dinâmica ao permitir uma interação mais próxima de uma conversa, na qual o viajante pode apresentar preferências, explorar alternativas e tomar decisões de forma mais contextualizada.
A Decolar vem incorporando essa tecnologia há mais de dois anos por meio da Sofia, sua assistente de inteligência artificial generativa, que atualmente mantém cerca de 3 milhões de conversas mensais e é utilizada por 45% dos viajantes. Sua capacidade comercial hoje equivale à de mais de 400 lojas físicas na América Latina.
3. De recomendar uma viagem a poder concretizá-la
A evolução da inteligência artificial também abre espaço para uma mudança no papel dessas tecnologias: além de interpretar pedidos e apresentar alternativas, elas começam a executar etapas da jornada. No Brasil, a Decolar realizou sua primeira venda 100% agêntica, em que a inteligência artificial participa da concretização da compra.
A experiência representa uma nova etapa na relação entre tecnologia e consumo de viagens e está sendo desenvolvida para, progressivamente, alcançar outros mercados da América Latina. A mudança desloca a discussão de “o que a IA pode recomendar?” para uma questão mais ampla: o que ela pode fazer pelo viajante?
4. A escolha do destino já não é só "para onde ir", mas também pelo que fazer lá
A decisão de viajar também está cada vez mais associada às experiências que acontecem em determinado lugar e época. Shows, festivais, partidas esportivas e eventos culturais podem se converter no ponto de partida para a viagem, influenciando as escolhas dessa jornada.
Os shows de estrelas da música e grandes eventos esportivos ilustram esse movimento. A Copa do Mundo, por exemplo, reúne milhões de pessoas e movimenta uma cadeia que envolve transporte, hospedagem, alimentação, entretenimento e outros serviços. Em muitos casos, o evento deixa de ser apenas parte da viagem e passa a ser o próprio motivo para realizá-la.
5. A tecnologia começa a conectar uma indústria que ainda é fragmentada
Por trás de cada viagem existe uma ampla rede de empresas e profissionais, de companhias aéreas e hotéis, agentes, atrações e prestadores de serviços. Embora cada parte tenha avançado na digitalização de seus processos, a experiência do viajante ainda depende da articulação entre diferentes sistemas e agentes.
É nesse ponto que a tecnologia pode assumir um papel mais amplo: não apenas digitalizar etapas individuais, mas facilitar a integração entre elas. A Decolar vem desenvolvendo uma infraestrutura tecnológica voltada a conectar oferta e demanda, combinando escala, tecnologia e conhecimento dos mercados locais.
“Viajar movimenta pessoas, mas o Turismo movimenta países. Gera empregos, investimentos e negócios em diferentes mercados e conecta uma ampla cadeia de empresas e profissionais. Na América Latina, esse ecossistema tem espaço para avançar ainda mais, e a tecnologia tem um papel importante ao aproximar viajantes, destinos e os diferentes atores que fazem parte dessa indústria", diz o diretor Comercial de Produtos em Destino da Decolar, Roberto Rizo-Patrón.