Japão supera EUA e chega ao topo do ranking mundial de Turismo; Brasil perde posições
Índice é divulgado a cada dois anos e retrata crescimento da grande maioria das economias analisadas

Segundo o estudo, o Japão avançou em um ritmo ligeiramente superior ao do índice geral, refletindo, em partes, o fortalecimento da demanda e do aumento da capacidade na região da Ásia-Pacífico.
O top 10 do ranking conta com as mesmas economias da última pesquisa, em ordens diferentes, com destaque para Europa, que ocupa seis colocações. Ásia-Pacífico também tem destaque, com Japão, Austrália e China. Das Américas, apenas os Estados Unidos constam nas 10 primeiras posições.
Ranking das 50 primeiras colocadas no TTDI 2026
- Japão – 5,27
- Estados Unidos – 5,23
- Espanha – 5,22
- Austrália – 5,18
- França – 5,17
- Alemanha – 5,09
- Reino Unido – 5,08
- China – 5,00
- Suíça – 4,97
- Itália – 4,93
- Portugal – 4,91
- Coreia do Sul – 4,90
- Singapura – 4,89
- Canadá – 4,85
- Áustria – 4,72
- Dinamarca – 4,70
- Países Baixos – 4,69
- Suécia – 4,68
- Finlândia – 4,60
- Irlanda – 4,57
- Grécia – 4,57
- Emirados Árabes Unidos – 4,56
- Indonésia – 4,56
- Bélgica – 4,53
- Nova Zelândia – 4,51
- Malásia – 4,50
- Luxemburgo – 4,46
- Polônia – 4,46
- Arábia Saudita – 4,45
- Chipre – 4,43
- Índia – 4,42
- Brasil – 4,41
- Malta – 4,41
- Islândia – 4,40
- Chile – 4,39
- Turquia – 4,37
- República Tcheca – 4,35
- Tailândia – 4,35
- Bulgária – 4,34
- Geórgia – 4,32
- México – 4,31
- Hungria – 4,31
- Romênia – 4,31
- Estônia – 4,30
- Eslovênia – 4,26
- Croácia – 4,25
- Catar – 4,23
- Argentina – 4,22
- Lituânia – 4,18
- Israel – 4,18
Brasil cresce, mas perde posições
- Brasil ficou com a 32ª posição, ante 26º lugar em 2024
- País cresceu na pontuação entre edições e é o principal mercado na América Latina
- Brasil está entre as dez principais economias emergentes do Turismo: China, Índia, Indonésia, Malásia, Tailândia, Vietnã, Filipinas, Turquia e México

O Brasil ficou com a 32ª posição, com 4,41 pontos, ante 26º lugar em 2024. O país, no entanto, cresceu na pontuação entre as edições, em linha com o resto das economias, já que a maioria melhorou suas notas. O ranking é feito a cada dois anos.
"Das 110 economias analisadas, 101, ou 92%, melhoraram suas pontuações entre 2024 e 2026, enquanto todas as economias entre as 75 primeiras posições registraram avanços", destaca a análise do Índice.
Maior na América Latina e no grupo de mercados emergentes
Além disso, o Brasil segue como o principal mercado de Turismo na América Latina e integra o grupo dos dez maiores mercados emergentes do Turismo, que inclui China, Índia, Indonésia, Malásia, Tailândia, Vietnã, Filipinas, Turquia e México.
"De maneira mais ampla, embora as economias de alta renda continuem dominando as primeiras posições do índice, alguns dos avanços mais expressivos estão ocorrendo em um grupo de grandes economias emergentes do Turismo, que vêm reduzindo gradualmente a distância em relação aos líderes", aponta o estudo, com destaque para regiões da Ásia-Pacífico, como Laos, Malásia e Tailândia.
Como grupo, a pesquisa destaca que as dez principais economias emergentes do Turismo apresentam desempenho superior ao das 20 primeiras colocadas do índice nos quesitos Competitividade de Preços, Recursos Naturais, Sustentabilidade da Demanda de Viagens e Turismo e Recursos Culturais.
"Brasil, China, Índia e México, por exemplo, concentram mais de 17% dos sítios naturais classificados como Patrimônio Mundial pela Unesco entre as economias avaliadas pelo TTDI"
Índice de Desenvolvimento de Viagens e Turismo 2026
Contexto global: 2025 de crescimento, 2026 de cautela
- Chegadas internacionais atingiram recorde de 1,5 bilhão em 2025
- Crescimento expressivo no Oriente Médio e África
- Fechamento do espaço aéreo no início de 2026 provocou interrupções em um corredor aéreo fundamental
- Em abril, tráfego aéreo das companhias do Oriente Médio caiu 46,6%
- Ainda assim, chegadas de turistas internacionais aumentaram 2% no primeiro trimestre de 2026
De acordo com o Índice, as chegadas de turistas internacionais atingiram o recorde de 1,5 bilhão em 2025, um aumento de 5% em relação a 2024 e de 4,4% em comparação com os níveis de 2019.
"A resiliência das chegadas internacionais e dos gastos dos viajantes ao longo de 2025 é particularmente relevante diante da inflação nos serviços turísticos e de um cenário de incertezas econômicas e geopolíticas"
Índice de Desenvolvimento de Viagens e Turismo 2026
No último ano, o crescimento foi mais expressivo no Oriente Médio e na África, enquanto a região da Ásia-Pacífico continuou reduzindo a distância em relação aos níveis de viagens anteriores à pandemia.
Em 2026, no entanto, o fechamento de espaços aéreos, as preocupações com segurança e as restrições em partes do Oriente Médio provocaram interrupções em um corredor aéreo fundamental que conecta Europa, Ásia, Australásia e África, com efeitos sobre os tempos de voo, custos de combustível, tarifas aéreas, programações de voos e confiança dos viajantes.
Com isso, em abril de 2026, o tráfego aéreo das companhias do Oriente Médio, medido em passageiros-quilômetros pagos transportados (RPK), caiu 46,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, contribuindo para uma retração de 3,4% no tráfego aéreo global, a primeira contração desde a recuperação pós-pandemia.
Apesar dessas interrupções, a demanda por viagens continuou se recuperando. As chegadas de turistas internacionais aumentaram 2% no primeiro trimestre de 2026, com crescimento em todas as regiões, exceto no Oriente Médio. "Esse resultado reforça a resiliência estrutural do setor", destaca a pesquisa.