EMPRESAS

São Paulo ganha tour em museus e estádios de futebol; conheça

Ricardo Guzzo
 Aldo Almeida, diretor de Planejamento e Operações, criou o roteiro junto de Sofia Khabbaz, diretora de Comunicação da Mais SP
Aldo Almeida, diretor de Planejamento e Operações, criou o roteiro junto de Sofia Khabbaz, diretora de Comunicação da Mais SP

Tudo bem que estamos no meio de uma Copa do Mundo e o calendário dos clubes fica congelado, mas vem aí mais uma novidade para os fãs de futebol. Viajantes corporativos, empresas, estudantes... São variados os públicos nos quais a operadora Mais SP mira ao criar o projeto Rota do Futebol, novo serviço que estreia na próxima terça-feira (3) em São Paulo.

Trata-se de um roteiro para conhecer palcos históricos do esporte mais popular do Brasil: Allianz Parque, Morumbi, Arena Corinthians e Vila Belmiro, as casas dos quatro grandes clubes do Estado, além do Museu do Futebol, localizado no Pacaembu, e o Museu do Pelé, em Santos (SP).

O diretor de Operações da Mais SP, Aldo Almeida, destaca o ineditismo da ação. "Nós operamos um receptivo desde 1997 em São Paulo, e por mais que opções de passeios no estádios já existissem, nunca vimos um circuito que abrange todos como um segmento único", explica o executivo. Ele iniciou, portanto, um trabalho com os responsáveis pelos tours dos quatro clubes paulistas, assim como dos dois museus, para centralizar o fanatismo dos turistas em uma só empresa.

Claro que os fãs de futebol, no caso, serão os primeiros alvos, mas a expectativa de Almeida é conquistar principalmente os milhares de viajantes de negócio que vêm a São Paulo e que buscam alternativas para o tempo livre.

"Muitos vão à reuniões durante a tarde, ou vêm passar uma semana, mas apenas trabalham alguns dias. Então queremos atrair exatamente esse visitante que tem uma manhã ou dia livre e que não sabe exatamente o que fazer entre tantas opções em São Paulo. Simplificamos para ele, buscamos no hotel, levamos para os palcos de futebol e os deixamos de volta antes do seu compromisso", detalha.

O executivo se diz familiarizado com este tipo de viajante, que vai também a outros roteiros históricos e culturais que a Mais SP oferece na cidade.

"As idades variam muito. Há pessoas mais velhas que têm grande parte do dia livre, e até escolas interessadas em levar seus alunos nos passeios. Todos estão dentro do raio de visitantes que buscamos, por serem pessoas com tempo livre para os horários que fazemos", explicou.

COMO SERÁ
Os tours acontecerão em cinco dias da semana. Aos sábados serão quatro passeios, um para cada estádio. As saídas são sempre às 10h para todos os roteiros, com retirada nos hotéis e retorno marcado para às 15h, nas visitas aos palcos de futebol localizados na capital, e às 17h para as visitas à Vila Belmiro, na cidade litorânea. Já de terça a sexta será apenas um passeio diário, com a visita a um dos quatro estádios pré-estabelecidos.

Reprodução Museu do Futebol
Museu do Futebol é primeira parada obrigatória de  todos os roteiros
Museu do Futebol é primeira parada obrigatória de todos os roteiros

"Vamos variar a agenda a cada semana para que nenhum deles se beneficie por ficar repetidamente com os dias com maior demanda, como quintas ou sextas", explicou Aldo Almeida. "Assim, se em uma semana foi o Allianz Parque na quinta e o Morumbi na sexta, na seguinte pode ser trocado para as arenas do Corinthians e do Santos nestes dias, por exemplo."

A primeira parada de todos os passeios será, obrigatoriamente, o Museu do Futebol, dentro do Pacaembu - que pode ser considerado o quinto estádio oferecido no serviço. Após um passeio de aproximadamente uma hora no local, um ônibus levará os visitantes ao estádio do dia acompanhados de um guia, que contará a história da arena e de seu clube.

No caso da visita à Vila Belmiro, em Santos, está inclusa também o passeio ao Museu Pelé.

EXPANSÃO
Quando questionado sobre uma possível expansão do serviço para outras cidades, o diretor da Mais SP preferiu ser cauteloso: conhecer este público melhor, ver a aceitação, para então decidir por uma ampliação ou não.

O caminho, porém, está aberto: passeios para cidades do interior do Estado são viáveis segundo Almeida. Campinas, por exemplo, foi citada - mas apenas se a demanda do futebol se comprovar tão forte quanto seu potencial promete.
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