Da Redação   |   19/02/2026 09:04

Menos apps, mais intenções: o impacto dos agentes de IA nas viagens; leia artigo

Assunto é abordado por Paulo Rezende, VP da Amadeus para América Latina, que destaca benefícios no Turismo


PANROTAS / Emerson Souza
Paulo Rezende, VP da Amadeus para a América Latina
Paulo Rezende, VP da Amadeus para a América Latina

De um mundo centrado em aplicativos para um mundo centrado em intenções. Essa é a grande mudança com a IA Agêntica, ou Agentic AI. O assunto é abordado por Paulo Rezende, VP da Amadeus para a América Latina, em artigo.

Segundo o executivo, a IA Agêntica chega para reduzir drasticamente a necessidade de abrir e navegar por dezenas de aplicativos, hoje comuns em aparelhos celulares.

Confira o conteúdo na íntegra abaixo:

O impacto dos assistentes de viagem (travel assistants) no mercado de viagens

"A IA agêntica (Agentic AI) está transformando o uso da tecnologia: estamos passando de um mundo centrado em aplicativos para um mundo centrado em intenções. Ela não vai eliminar completamente os apps, mas vai reduzir drasticamente a necessidade de abrir e navegar por dezenas deles.

Como essa transformação acontece

  • De apps para agentes: Hoje, para jantar, ver um filme e pedir um Uber, você abre 3 apps; com Agentic AI, você diz “Organize minha noite de amanhã” e o agente coordena reservas, compras e transporte via APIs, sem interfaces.
  • Apps sem interface (headless): Os apps deixam de ser telas e passam a ser serviços que os agentes consomem. Exemplo: a pizzaria só disponibiliza sua API; o agente pede por você.
  • Menos uso de apps tradicionais: Segundo a Gartner, o uso de apps móveis vai cair 25%. Os agentes assumirão a navegação complexa e repetitiva.
  • Coexistência: Os apps não morrem, mas evoluem: serão camadas de dados e serviços, não menus.

Desafios

  • Privacidade e confiança.
  • Erros em decisões automáticas.

No setor de viagens

A Agentic AI atua como um orquestrador inteligente de ponta a ponta, conectando-se a GDS, NDC, hotéis, pagamentos, mobilidade, etc.

1. De “buscar voos” para “pedir experiências”

Hoje você compara voos, hotéis e traslados. Com Agentic AI: “Quero férias de 7 dias em abril, com orçamento médio.” O agente:

  • analisa preferências,
  • monta combinações ideais,
  • oferece 2–3 viagens completas.

2. Gestão em tempo real

  • Se houver atraso:
    • detecta,
    • refaz o voo,
    • atualiza hotel e transfer,
    • te avisa com tudo resolvido.
  • Se chover:
    • cancela o tour,
    • reserva alternativas.

3. Hiperpersonalização

  • O agente aprende:
    • assentos preferidos,
    • tipo de hotel,
    • milhas,
    • dietas.
    • E propõe viagens otimizadas para cada viajante.

4. Empresas de viagens como “serviços invisíveis”

  • Elas competem menos por interfaces e mais por:
    • qualidade da API,
    • dados,
    • preços dinâmicos,
    • velocidade de resposta.

5. Agências e corporativos

  • Lazer → designers de viagens automatizados.
  • Corporativo → política integrada, otimização de custos, remarcação autônoma.
  • Exemplo: “Reserve minha viagem para São Paulo dentro da política e com o menor custo total.”

Desafios

  • Confiança em pagamentos/dados.
  • Inventário fragmentado.
  • Regras comerciais.
  • Gestão de exceções.

Em uma frase

A Agentic AI transforma as viagens em um sistema autônomo que planeja, reserva e gerencia tudo por você, eliminando a necessidade de “buscar” voos, hotéis ou opções — do mesmo jeito que o Uber eliminou a necessidade de “procurar táxi”."

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