Amadeus encerra 2025 com receita de €6,5 bi e lucro de €1,3 bilhão
Companhia amplia margens, reforça caixa e anuncia dividendos e nova recompra

A Amadeus registrou crescimento de receita e aumento de rentabilidade no no balanço do ano de 2025. No boletim de resultados e projeções, a companhia informou que entrou em 2026 com novos compromissos de remuneração aos acionistas, além de metas de expansão de lucro por ação.
A receita do grupo somou € 6.517,0 milhões em 2025, ante € 6.141,7 milhões em 2024, o que representa alta de 6,1%. Considerando câmbio constante, o crescimento foi de 8,5%. No quarto trimestre, a expansão da receita chegou a 10% a câmbio constante.
O avanço foi sustentado pelo desempenho dos três principais segmentos:
- Distribuição Aérea: € 3.119,2 milhões (+5,9%), impulsionada por aumento de 2,8% nas reservas, que totalizaram 484,5 milhões, e crescimento de 5,0% na receita por reserva a câmbio constante.
- Soluções de TI para Companhias Aéreas: € 2.345,9 milhões (+6,4%), com alta de 3,8% no número de passageiros embarcados, que atingiram 2.248,6 milhões, e expansão de 4,7% na receita por passageiro a câmbio constante.
- Hospitalidade e Outras Soluções: € 1.051,9 milhões (+6,1%), com aceleração no quarto trimestre, quando a alta foi de 13,9% a câmbio constante.
A companhia informou que parte da expansão decorre de reajustes contratuais, novos contratos e maior adoção de soluções tecnológicas pelos clientes.
Resultado operacional e margens
- O resultado operacional foi de € 1.758,4 milhões, crescimento de 8,0% frente aos € 1.627,6 milhões de 2024. A margem operacional passou de 26,5% para 27,0%.
- O EBITDA alcançou € 2.506,6 milhões, alta de 7,7%, com margem de 38,5%, avanço de 0,6 ponto percentual.
- O EBIT ajustado totalizou € 1.893,8 milhões, aumento de 8,8% em termos reportados e de 10,2% a câmbio constante. A margem do EBIT ajustado foi de 29,1%, frente a 28,3% no ano anterior.
Lucro, caixa e remuneração ao acionista
O lucro líquido foi de € 1.335,6 milhões, alta de 6,6% sobre 2024. O lucro por ação diluído subiu 8,0%, para €3,01. O fluxo de caixa livre atingiu € 1.302,2 milhões, crescimento de 6,9%, desconsiderando efeitos não recorrentes registrados em 2024.
A empresa investiu mais de € 1,4 bilhão em pesquisa e desenvolvimento ao longo do ano. No quarto trimestre, concluiu um programa de recompra de ações de € 1,3 bilhão.
O presidente e CEO, Luis Maroto, afirmou que a empresa manteve as metas estabelecidas para 2025. Para 2026, a companhia informou que pagará dividendos no limite superior da política vigente e executará novo programa de recompra de ações de € 500 milhões em até seis meses. Também estabeleceu como meta crescimento de dois dígitos baixos para o lucro por ação diluído ajustado no médio prazo.
Resumo das informações operacionais e financeiras
| Indicador | FY (Ano fiscal) 2025 | FY (Ano Fiscal) 2024 | Variação |
|---|---|---|---|
| Passageiros embarcados (milhões) | 2.248,6 | - | +3,8% |
| Bookings (milhões) | 484,5 | - | +2,8% |
| Receita TI Companhias Aéreas (€ mi) | 2.345,9 | 2.204,7 | +6,4% |
| Receita Hospitalidade e Outras Soluções (€ mi) | 1.051,9 | 991,3 | +6,1% |
| Receita Distribuição Aérea (€ mi) | 3.119,2 | 2.945,7 | +5,9% |
| Receita do Grupo (€ mi) | 6.517,0 | 6.141,7 | +6,1% |
| EBITDA (€ mi) | 2.506,6 | 2.327,7 | +7,7% |
| Margem EBITDA | 38,5% | 37,9% | +0,6 p.p. |
| Resultado operacional (€ mi) | 1.758,4 | 1.627,6 | +8,0% |
| EBIT ajustado (€ mi) | 1.893,8 | 1.740,5 | +8,8% |
| Lucro (€ mi) | 1.335,6 | 1.252,7 | +6,6% |
| EPS diluído (€) | 3,01 | 2,79 | +8,0% |
| Fluxo de caixa livre (€ mi) | 1.302,2 | - | +6,9% |