AGÊNCIAS DE VIAGENS

OTA não deve ser vista como concorrente, diz consultor

Emerson Souza
Consultor de viagens, Rafael Santos vê os milhões gastos pelos grandes players com propaganda como algo positivo para o mercado
Consultor de viagens, Rafael Santos vê os milhões gastos pelos grandes players com propaganda como algo positivo para o mercado
RIBEIRÃO PRETO (SP) - "Você sabe quem realmente é seu concorrente?" Foi com essa declaração que o consultor e idealizador do curso Agente Empreendedor, Rafael Santos, deu início à sua palestra durante a 21ª Feira Avirrp, em Ribeirão Preto (SP). Diante de mais de 150 pessoas da plateia, Rafael apresentou métodos e ferramentas a serem utilizadas para otimizar o processo de venda e se destacar diante da concorrência no disputado mercado do Turismo. E foi justamente a concorrência o primeiro fator dissecado.

"Temos que entender que as OTA's, operadoras e aéreas que vendem direto ao consumidor final não são nossos concorrentes. Quem compra com eles não quer a assistência que nós, agentes, oferecemos", afirmou Rafael ao falar sobre a transformação da função de agente para "consultor" de viagens. Segundo ele, é preciso exercer o papel de especialista no assunto: "O cliente não sabe o que quer. A partir do momento em que mostra expertise, você ganha a venda".

Sobre a concorrência dos grandes players diante das pequenas e médias agências, o consultor de viagens revela que é possível enxergá-la com uma visão otimista. "De um lado, eles estarão atraindo clientes. Por outro, os milhões gastos em propaganda fomentam o mercado de viagens e estimulam o público a viajar. A partir disso, cabe a você oferecer um serviço diferenciado para fidelizar o cliente e utilizá-lo a seu favor na hora de atrair mais clientes", afirmou o consultor.

Em um mundo onde a internet e as redes sociais começam a ganhar cada vez mais espaço nas verbas de marketing, Rafael acredita que o espaço democrático garantido pela web é fundamental para o trabalho das pequenas empresas. Com páginas e sites, é possível utilizar consumidores para dar voz ao seu serviço. "Um cliente satisfeito falando em um vídeo vale mais do que uma propaganda", concluiu.
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