Iata critica Trump e defende liberdade na aviação global

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A aviação global está longe da perfeição, mas este ano tem se esforçado para regredir. É o que acredita a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), maior representante do segmento. A entidade desaprova a implementação de medidas protecionistas por parte de governos, que põem em ameaça a rentabilidade, a segurança e a sustentabilidade do setor.

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Embora não tenha direcionado a nenhum país em específico, o governo do presidente norte-americano Donald Trump tem adotado políticas contrárias à entrada de turistas de países de maioria muçulmana. O mesmo tem sido feito em partes pelo Reino Unido que, juntamente com os norte-americanos, proibiram o ingresso de viajantes de países do Oriente Médio e da África com notebook como bagagem de mão.

“Nada deve entrar no caminho da aviação, o negócio da liberdade. A aviação é globalização em seu melhor. Mas para entregar os muitos benefícios, nós precisamos de fronteiras que estejam abertas a pessoas e ao trade. Hoje, enfrentamos ventos opostos daqueles que gostariam de negar os benefícios da globalização e nos colocadas na direção do protecionismo. É uma ameaça à nossa indústria”, disse o diretor geral e executivo da Iata, Alexandre de Juniac.

Para contrapor as políticas antiterrorismo, a Iata declara que o aéreo permanece com folga como o meio de transporte de longa distância mais seguro. Em 2016, foram realizados mais de 40,4 milhões de voos em escala global, dos quais apenas dez resultaram em acidentes fatais. A África Subsaariana é a região de maior segurança em todo mundo.
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