AEROPORTOS

EUA restringem viagens a Cuba, e Alaska cancela voos

Divulgação
A Alaska Airlines anunciou nesta quarta (15) que encerrará seu voo diário para Havana, em Cuba. O último voo deve ser realizado em 22 de janeiro, e a aeronave utilizada na rota, assim como sua tripulação, devem ser utilizados em algum voo com maior demanda, ainda a ser definido pela aérea.

O cancelamento da rota se dará pouco menos de um ano após seu lançamento, em 5 de janeiro deste ano, partindo de Los Angeles, após as negociações do governo cubano com o agora ex-presidente Barack Obama resultarem na legalização dos voos comerciais regulares entre os dois países.

"Viajar é fazer conexões, e ficamos honrados por termos desempenhado um papel importante de conectar pessoas ao viajar entre Estados Unidos e Cuba", afirmou o diretor comercial da Alaska Airlines, Andrew Harrison. O cancelamento do voo, segundo ele, seria por falta de demanda. "Nós avaliamos constantemente todas as rotas que voamos, para garantir que tenhamos o número de assentos adequado para a demanda de pessoas que querem ir ao destino", explicou.

ALASKA CULPA POLÍTICA DE TRUMP
A culpada pela descontinuação da rota seria uma nova restrição política colocada em vigor na última semana pelo governo de Donald Trump, que dificulta as viagens de cidadãos dos Estados Unidos a Cuba. A medida, que já havia sido aprovada em junho deste ano, elimina a política "people-to-people" entre os dois países, que dava a possibilidade de os norte-americanos embarcarem em viagens para se relacionar com o povo cubano.

Segundo o site El País, a nova política, que passou a funcionar na última quinta (9) impõe que os estadunidenses que desejem viajar para a ilha caribenha por motivos educacionais apresentem a aprovação de alguma organização estadunidense, inclusive com a necessidade de estarem acompanhados de alguém da organização em questão para realizarem a viagem. A aviação comercial entre EUA e Cuba continuam permitidas.

Além disso, os viajantes do país norte-americano estariam proibidos de realizar “transações financeiras diretas” com uma extensa lista de entidades de Cuba ligadas ao Turismo, entre elas 84 hotéis e uma série de agências de viagens, segundo o site O Globo. Empreendimentos de redes hoteleiras como Meliá e Iberostar estariam na lista de proibição.

Cerca de 80% dos viajantes da Alaska para Havana realizam a viagem dentro dos termos da política "people-to-people", e de acordo com a aérea, com o fim dela, a demanda de passageiros para o voo não justificaria a continuação da rota.

A Alaska Airlines teria sido a primeira companhia a culpar o governo de Trump pelo fim do serviço para Cuba, segundo o site Travel Weekly. Até agora, as aéreas Frontier, Spirit e Silver Airways já cancelaram os voos para Cuba, enquanto a American Airlines diminuiu as frequências para o país.
 AVALIE A IMPORTÂNCIA DESTA NOTÍCIA