Passarela de Congonhas (SP) terá reforma de R$ 5,5 mi

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Divulgação/Prefeitura de São Paulo
Projeção da passarela à noite
Projeção da passarela à noite

Depois de anos de tentativas, a Passarela Comandante Rolim, que conecta os passageiros ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, passará por uma reforma milionária. A construção estava com estrutura provisória desde outubro de 2015.

O prefeito João Doria Jr. anunciou hoje a novidade à imprensa. A obra terá um custo estimado em R$ 5,5 milhões, dos quais R$ 1,2 milhão serão investidos pela Accor Hotels, cerca de 31% do total do montante. A Associação Amigos da Passarela Aeroporto de Congonhas de São Paulo (Aspa), entidade sem fins lucrativos criada para renovar o espaço, também está à frente do projeto.

As obras de restauração vão ser iniciadas em junho, segundo a prefeitura. O local irá ganhar elevadores nos dois acessos, estruturas metálicas, iluminação noturna, entre outras facilidades. Ainda será construída uma praça no local onde hoje há um estacionamento. A área contará com banheiro público, zona de alimentação, e quiosque de flores. A data de conclusão, no entanto, não foi divulgada.

Divulgação/Prefeitura de São Paulo
Praça será construída próxima à passarela
Praça será construída próxima à passarela
O diretor executivo da Accor para a América do Sul, Patrick Mendes, celebrou a concretização do projeto. “Vamos melhorar não apenas o acesso aos nossos clientes que vêm do aeroporto de Congonhas, mas da população das imediações que utilizam a passarela no dia a dia”, destacou.

O projeto arquitetônico da nova passarela estará sob responsabilidade da cargo de Helena Camargo, fundadora da H2C Arquitetura, Helena Camargo, e de Marco Artigas, neto do arquiteto paulistano João Batista Vilanova Artigas, expoente do modernismo brasileiro e autor da estrutura original dos anos 1970.

A passarela está localizada na Avenida Washington Luís, 3776.

EMBATE DE UMA DÉCADA
O montante oferecido pela Accor vai ao encontro do hotel Ibis Congonhas, situado em frente à passarela. O tema, aliás, era debatido desde a gestão Gilberto Kassab (2006 a 2012).

À época, o Estado de S. Paulo noticiou que o Ministério Público Estadual (MPE) instaurou um inquérito para barrar a obra, pois acusava a prefeitura de permitir a “privatização” da passarela. De acordo com o órgão, o hotel seria beneficiado com a realização, pois os diretores da Aspa também eram sócios do Ibis Congonhas.
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