EVENTOS

Gramado Summit inicia para "sacudir" o Turismo; entenda

GRAMADO (RS) – Cidade do chocolate, do cinema nacional, do Turismo... E do polo de tecnologia e inovação. Por que não? Para as famílias Rossi e Zorzanello, alcançar o último feito é uma realidade próxima para Gramado, na Serra Gaúcha. Prova disso é o lançamento oficial do Gramado Summit, que aconteceu hoje, na Caza Wilfrido, a fim de reunir startups de todo o Brasil e investidores em busca de ideias disruptivas.

Em seu primeiro dia de agenda, o evento anunciado em maio apostou forte no aprendizado, com palestras de nomes como Marcelo Maisonnave, sócio da plataforma Startse, e o diretor do Twitter, Daniel Carvalho. Em entrevista ao Portal PANROTAS, os idealizadores dessa reunião de empreendedores e investidores, Marcos Rossi e Eduardo Zorzanello, compartilharam suas visões de mercado e o que projetam para o futuro da indústria de viagens.

Henrique Santiago
Marcus Rossi e Eduardo Zorzanello, idealizadores do Gramado Summit
Marcus Rossi e Eduardo Zorzanello, idealizadores do Gramado Summit
Com programação até o sábado (12), o Gramado Summit deve chegar a um público de 2,1 mil visitantes. Ao todo, são 72 startups, 40 investidores e 35 palestras para capacitar os visitantes. As inovações voltadas para o Turismo são poucas quando comparadas à saúde e varejo, por exemplo – quatro delas se aplicam ao segmento. Para Rossi, o setor vive uma constante negação ao novo.

“A indústria não abre espaço para startups. Até hoje, a elaboração de um pacote passa por muitos players, como uma operadora, um hotel, uma consolidadora. A inovação chegou a hotéis com Airbnb e transporte com o Uber, mas [o agenciamento] ainda é difícil”, compartilhou o profissional.

E falta de nomes de peso para avisar o mercado não há. Amanhã (11), o palco do Gramado Summit irá receber nomes como o do fundador da CVC e GJP Hotels & Resorts, Guilherme Paulus, do diretor executivo e cofundador do Hotel Urbano, Eduardo Mendes, e a diretora de Marketing da Avianca Brasil, Flávia Zulzke. Do público total presente, a adesão da cadeia profissional é baixa.

“O trade tem muita resistência à inovação. Hoje, quem não se adaptar e se reciclar vai ficar de fora do mercado. É preciso aceitar novas ideias ou haverá um impacto negativo a essas empresas”, destacou Zorzanello.

Para ambos, é unanimidade que o Turismo carece de ferramentas tecnológicas que não só facilitem o dia a dia trabalho, mas que deem às empresas uma maior noção de que o investimento nessas ferramentas é essencial para os negócios. O uso de chatbots e realidade virtual, por exemplo, ainda tende a vingar no Brasil, enquanto no Exterior já é realidade.

O Portal PANROTAS viaja a convite da Gramado Summit
 AVALIE A IMPORTÂNCIA DESTA NOTÍCIA