Turismo nas comunidades não será coibido, diz Riotur

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A Rocinha (foto), segundo a Riotur, é o segundo principal destino carioca dos turistas europeus.
A Rocinha (foto), segundo a Riotur, é o segundo principal destino carioca dos turistas europeus.

Em meio ao lançamento do projeto Rio de Janeiro a Janeiro, um tema recentemente voltou a estampar as principais notícias do País: a violência na capital fluminense. Com a polêmica acerca das visitações nas comunidades, a Riotur é clara: existe uma demanda forte e crescente pelos morros cariocas, sendo um dos principais destinos de parte dos turistas.

“A Rocinha, aliás, é o segundo local mais visitado no Rio pelos europeus”, afirmou o gerente de Atendimento ao Turista da Riotur, Maurício Werner, em roadshow destinado a jornalistas nesta terça-feira, em São Paulo. Segundo ele, com um público já consolidado e que busca por, além das paisagens, as experiências que a cidade proporciona, é praticamente impossível dissociar as comunidades do resto do Rio de Janeiro.

Werner, porém, é enfático: o incidente com a turista espanhola foi lamentável, porém não é parte da rotina da cidade. “Tragédias como essa são pontuais em qualquer cidade, porém a repercussão que ganha faz parecer que todos os turistas serão recepcionados pela violência no Rio de Janeiro.”

Emerson Souza
Maurício Werner, gerente de Atendimento ao Turista da Riotur, destacou que não há a intenção de coibir as visitações em comunidades, embora haja a proposta de lança um manual de visitações.
Maurício Werner, gerente de Atendimento ao Turista da Riotur, destacou que não há a intenção de coibir as visitações em comunidades, embora haja a proposta de lança um manual de visitações.
De acordo com o gerente, visto que não há a possibilidade e nem a intenção da Riotur em tentar coibir a presença de turistas nas comunidades, na próxima terça-feira (14), a entidade se reunirá com as associações de moradores. A ideia, segundo Werner, será o de estabelecer um manual de visitações, uma vez que as próprias comunidades são beneficiadas com o fluxo turístico e não pretendem barrar a entrada dos turistas.

“É necessário que a agência e o guia sejam locais, bem como ter informações prévias da situação de cada uma das regiões. A Rocinha, por exemplo, está passando por um momento turbulento, porém essa não é a realidade de outras comunidades e nem é algo permanente.”

RIO DE JANEIRO A JANEIRO
Lançado há dois meses, o projeto visa consolidar o calendário de eventos da capital fluminense. Além da iniciativa privada, o Rio de Janeiro a Janeiro também recebeu aporte do governo federal, estadual e municipal. A estratégia, segundo Werner, era o que faltava para incentivar a cadeia turística da cidade.

“O objetivo será o de revitalizar a cidade com o Turismo, que é o principal agente econômico do Rio de Janeiro. Apesar disso, ainda sofremos com a sazonalidade, visto que temos grandes eventos, como o Carnaval, Réveillon e o Rock in Rio [a cada dois anos]. Iremos germinar pequenos eventos para que estes se tornem grandes e também recebam um público massivo.”

O calendário, que promete ter continuidade nos próximos anos, além dos eventos, deverá contar com mais profissionais da cadeia turística capacitados. “A Riotur tem visado treinar um número cada vez maior de profissionais também de eventos e serviços. Recentemente, por exemplo, foram 800 taxistas da maior cooperativa do Rio de Janeiro, policias e guardas-municipais. O plano é estender para outras áreas”, finalizou.
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