Brand USA confia que terá orçamento mantido nos EUA

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Netto Moreira
O Brand USA viveu momentos de tensão no início de governo Trump. Tão logo assumiu, o presidente estadunidense sugeriu, na proposta orçamentária para 2018, transferir todos os fundos previstos para o órgão de promoção turística parao Controle de Ffronteiras do país. Na lógica belicista de Trump, que vem fazendo esforços para dificultar a chegada de estrangeiros "suspeitos" aos Estados Unidos, o Turismo é mais uma porta de entrada para possíveis terroristas.

Na época da divulgação da proposta orçamentária, diversas críticas foram feitas em defesa do órgão público-privado criado em 2010, na administração Barack Obama. Um mês depois, no entanto, a notícia de que o orçamento do Departamento de Segurança Nacional (Homeland Security) aprovado pela Comissão de Apropriação da Câmara dos Estados Unidos manteve os US$ 163 milhões previstos para a promoção do destino Estados Unidos fez com que o trade do país respirasse aliviado. Outras comissões que avaliaram a matéria seguiram o mesmo caminho. Ainda falta, no entanto, a aprovação definitiva do orçamento pleno plenário do Congresso.

O cenário, no momento, é de que a batalha será vencida. Em entrevista recente ao portal Skift, a estrategista chefe e oficial de comunicações do Brand USA, Anne Madison, mostrou confiança no Congresso, a despeito da visão desconfiada que o presidente Trump tenha sobre o Turismo. "O orçamento do presidente é uma declaração de prioridades, mas o poder de definição está nas mãos do Congresso. Estamos muito confiantes sobre nosso futuro", disse Madison.

A votação no Congresso deverá ocorrer durante o outono dos Estados Unidos (nossa primavera), e, até então, o Brand USA pode comemorar seu sucesso junto aos seus contribuidores. Pelo quinto ano seguido, a entidade superou a meta de US$ 100 milhões em arrecadação junto a parceiros do Turismo. São mais de 700 empresas que contribuem anualmente, fazendo com que os cidadãos estadunidenses não precisem gastar com impostos só para manter o Brand USA vivo. O restante do orçamento é composto diretamente da receita dos Estados Unidos com a chegada de turistas.

Essa chegada, aliás, é o ponto que preocupa a administração do Brand USA. Os Estados Unidos vêm de uma queda na atração de visitantes internacionais em 2016, cenário que se manteve nas primeiras parciais de 2017.

O cenário pode ter começado a mudar em abril, quando voltou a haver crescimento, segundo os números divulgados ontem (13) pelo Escritório Nacional para Viagens e Turismo (NTTO) do Departamento de Comércio dos Estados Unidos. O cenário do último trimestre, entretanto, pode ser prejudicado pelos estragos causados pelos furacões Harvey e Irma em cidades de Texas e Flórida, recentemente.
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