Millennials vão muito além do estereótipo; conheça-os

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É preciso ir além do previsível para ser realmente um bom agente de viagens, sobretudo nas gerações recentes. Conseguir ir mais adiante de estereótipos ou padrões pré-determinados é o que faz do profissional eficaz, conforme aponta o CEO da MMGY Global, uma consultoria internacional de marketing para o Turismo, Clayton Reid.

De acordo com ele, ficar preso a padrões acaba por tirar a possibilidade de atrair diferentes viajantes e reduzir o número de pacotes vendidos. “Não se pode ficar preso a clichês, pois cada viajante tem a sua própria demanda”, afirmou Reid.

Assim como muitos jovens na década de 1970 não eram realmente parte da geração Woodstock, Reid diz que a indústria de viagens precisa perceber que os millennials também são muito diversificados.

Apesar de a mídia costumar descrever os millennials como narcisistas e até mesmo preguiçosos, é nítido que tal informação é generalista demais. Outros equívocos comuns sobre a geração Y – outro nome dado a essas pessoas – incluem a ideia de que eles são simplistas e libertários, quando na verdade muitos estão se estabelecendo, formando famílias, e imitando os hábitos conservadores de viagem de seus pais.

Reid ainda afirmou que a geração do milênio está usando os agentes de viagens como tijolo e argamassa, mais do que qualquer outra faixa etária, ao contrário do estereótipo digital. Esses consumidores estão usando agências de viagens on-line, salas de exposição, embora não necessariamente realizem reservas através deles.

Muitos agentes também não percebem que, de acordo com Reid, a geração do milênio compreende a 64% dos viajantes de negócios norte-americanos. Isso também se reflete no aumento da popularidade do Airbnb e outros serviços de compartilhamento entre os viajantes de negócios mais jovens.

"O próximo ano será um ano recorde para a indústria de viagens", disse Reid, já que as buscas aumentam em toda o mundo – apesar da noção generalizada de que apenas os millennials impulsionam a demanda.
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