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Aviação na Europa bate recorde negativo em atrasos

Assim como ocorre em todo o mundo, a aviação no continente europeu também cresce ano após ano, tanto em receitas como em voos e passageiros transportados. Mas, com um fluxo elevadíssimo para um espaço aéreo bastante limitado, o Velho Continente sofre com problemas que outras regiões do planeta não sofrem. O número de atrasos também só cresce nos aeroportos da Europa, e não é pouco.

De acordo com o Centre of Aviation (Capa), os atrasos nos voos durante todo o ano passado somaram 9,3 milhões de minutos e, neste ano, já atingiram a marca de 4,3 milhões de minutos. A previsão é de que 2018 feche com mais de 14 milhões de minutos atrasados, o que representaria uma deterioração de 53% em pontualidade.

Segundo a publicação especializada, a principal causa de tantos atrasos é a falta de adequação do controle de tráfego aéreo no continente, que não consegue lidar plenamente com a demanda crescente. Só em julho de 2017, por exemplo, a média de voos diários ultrapassou a casa dos 33 mil, superando, inclusive, as previsões iniciais, que calcularam aumento de 5,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Durante a temporada de verão na Europa, a média de atrasos foi de 1,98 minuto por voo. Segundo a Eurocontrol, condições meteorológicas desfavoráveis influenciaram os resultados, mas, de acordo com a Capa, foi a falta de infraestrutura do sistema como um todo que possibilitou tal situação.

Regiões como Marselha e Brest, na França, Karlsruhe, na Alemanha, e Nicosia, no Chipre, foram as que mais se destacaram negativamente pela falta de capacidade operacional compatível à demanda. E tal situação também reflete nas finanças, uma vez que cada minuto atrasado acarreta em 70 euros em custos operacionais, segundo a Universidade de Westminster, na Inglaterra. Em 2018, os atrasos na malha europeia podem gerar mais de um bilhão de euros em despesas.

A capacidade de controle do tráfego aéreo foi responsável por 25,5% dos atrasos em 2017, e a capacidade aeroportuária por outros 15,5% de interrupções. Isso significa que os problemas gerais de capacidade na Europa representaram 41% dos atrasos durante o ano. Já a influência do clima nas operações totaliza 32,7% dos atrasos. Ou seja, a maior parte dos entraves ao espaço aéreo é derivada de fatores controláveis.
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