2018 tem faturamento de R$ 67,3 bi em viagens corporativas

|


Emerson Souza
Mariana Aldrigui (Fecomercio-SP) entre Rodrigo Cezar e Eduardo Murad (ambos da Alagev)
Mariana Aldrigui (Fecomercio-SP) entre Rodrigo Cezar e Eduardo Murad (ambos da Alagev)
O faturamento do setor de viagens corporativas no Brasil em 2018 foi de R$ 67,3 bilhões (considerando o acumulado até novembro). Os números preliminares já são 0,4% maiores do que os registrados em todo o ano de 2017.

Este é o segundo ano consecutivo com variação positiva, porém, o nível de atividade atual está 13,3% abaixo do faturamento de 2014, que foi de R$ 77,7 bilhões, o melhor ano da série histórica, iniciada em 2011. De acordo com o diretor-executivo da Alagev, Eduardo Murad, a recuperação lenta era esperada.

“O desempenho do primeiro semestre do ano foi negativo em 2,1%. E isso ocorreu, entre outros fatores, especialmente pela decepção dos empresários frente à inviabilidade da reforma da previdência e pela greve dos caminhoneiros ocorrida em maio passado. Já no segundo período do ano, o resultado foi positivo em 3%, puxado principalmente nos últimos três meses do ano, período em que foi registrado crescimento de 3,5%”, afirma Murad.

Os resultados foram divulgados pela Pesquisa Conjuntural de Viagens Corporativas (PCVC), novo nome para o Indicador de Viagens Corporativas (IVC, antes IEVC), divulgada hoje durante o Lacte 14, em São Paulo. O estudo foi feito com base na Pesquisa Anual de Serviços (PAS) do IBGE e contou com a parceria da presidente do Conselho de Turismo da Fecomercio-SP, Mariana Aldrigui.

“A expectativa para este ano, se não houver nenhum episódio similar à greve dos caminhoneiros ou outra ruptura, é de 4,2% de crescimento (sobre o faturamento total de 2018 e não apenas sobre o acumulado até novembro), o que resultaria em R$ 70 bilhões de faturamento até dezembro deste ano”, comenta Mariana.

O próximo passo da pesquisa é desmembrar o estudo por setores. “As viagens aéreas continuam sendo responsáveis pela maior fatia desse faturamento, com representatividade de 50%, enquanto os meios de hospedagem ficam com uma parcela de 20% a 30%, sem contar os outros segmentos", comenta a presidente do Conselho de Turismo da Fecomercio-SP.

O diretor executivo da Alagev, Eduardo Murad, comenta que o objetivo é que o índice passe a ser divulgado trimestralmente e, mais para frente, mensalmente.

 AVALIE A IMPORTÂNCIA DESTA NOTÍCIA