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Veja o que 2019 reserva para as viagens corporativas


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Os tempos são favoráveis para as viagens corporativas, que devem gerar uma receita de US$ 1,6 trilhão até 2020, segundo dados da GBTA Foundation.

Isso sem contar que, nas últimas duas décadas, a quantidade de viagens internacionais mais do que duplicou, indo dos 600 milhões para 1,3 bilhão.

Em meio a tudo isso, algumas tendências ganham cada vez mais força e já mostram as caras aos gestores de viagens e viajantes corporativos. Veja a seguir quais são elas:

1- Economias compartilhadas integradas às políticas de viagens

Não é de surpreender que os serviços de economia compartilhada, como o Airbnb e o Lyft, tenham conquistado os viajantes de negócios. Percebendo isso, gestores de viagens e tomadores de decisão buscam se profissionalizar para saber a maneira certa de integrar esses serviços em suas políticas de viagens. É bom observar também que opções alternativas de hospedagem, como o compartilhamento de imóveis, também estão ganhando espaço, especialmente entre os funcionários das gerações millennial e Z.

2- Pequenas e médias empresas ganham espaço no setor
Em 2019, a influência econômica das pequenas e médias empresas atrairá uma atenção crescente do mercado de viagens corporativas, que buscará expandir os serviços e produtos destinados a elas. O desenvolvimento de soluções tecnológicas que ajudem essas empresas a economizarem dinheiro em suas viagens será uma das grandes tendências.

3- Processos simplificados
A simplificação é uma prioridade estratégica para os gestores de viagens corporativas em 2019. E isso significa o uso de ferramentas capazes de unir as partes fragmentadas da experiência de viagem, incluindo reservas, gestão, atendimento ao cliente e despesas, tudo em uma interface conveniente. Entre os benefícios da simplificação estão a melhor satisfação do viajante, custos reduzidos e tempo economizado.

4- O famoso bleisure

A tendência crescente de viajantes que misturam negócios e lazer continuará a crescer em 2019, impactando todos os tipos de decisões, desde a política de viagens corporativas até o gerenciamento de despesas e o desenvolvimento de produtos. À medida que cresce a popularidade do bleisure, as plataformas de reservas de viagens corporativas devem ser adaptadas para permitirem reservas simultâneas de viagens de negócios e lazer.

5- Atenção ao bem-estar do viajante

Em 2019, os ‘perrengues’ das viagens corporativas continuarão a acontecer: voos cancelados, mudança de planos, tempo longe de casa e hábitos não saudáveis ainda pesam sobre os viajantes de negócios. É por isso que as organizações estão reconhecendo cada vez mais a necessidade de redesenhar as políticas de viagens para permitir que seus funcionários sintam-se mais felizes, saudáveis e produtivos na estrada.

6- Valorização do fator humano no atendimento

É fato que cada vez mais as máquinas estão realizando o trabalho dos seres humanos, mas a demanda por um atendimento humanizado tem sido um tema crescente entre os viajantes corporativos, cada vez mais cansados dos operadores robóticos de atendimento ao cliente e dos e-mails automatizados de cancelamento de voos. É bom lembrar que a tecnologia automatizada nem sempre vai conseguir resolver problemas muito complexos, então disponibilizar um ser humano para o atendimento do viajante corporativo pode tornar a experiência dele muito melhor.

7- Reuniões presenciais não perdem a força
Este ano o face-to-face assumirá uma prioridade ainda maior para organizadores de reuniões de todas as formas e tamanhos. Apesar de evolução contínua das ferramentas digitais, como chats de vídeo que permitem a comunicação virtual, o contato presencial é fundamental para a empatia e o fechamento de negócios, sem falar no networking para futuros acordos.

8- Estimular a produtividade dos funcionários
Organizações que colocam a política de viagens à frente de pessoas podem estar prejudicando seus funcionários e o próprio negócio. Políticas flexíveis, que levem em conta o bem-estar dos funcionários, podem ser o primeiro passo para estimulá-los a trabalharem melhor e a se sentirem mais satisfeitos com a empresa. Isso também vale para os organizadores de eventos, que podem pensar em conteúdos mais dinâmicos e interativos que prendam a atenção dos participantes.

9- Personalização em foco
É fato que os viajantes hoje buscam cada vez mais personalização em suas reservas, a qual gera boas experiências e consequente lealdade e engajamento com as diretrizes da política de viagens. Mais uma vez, pensar no humano antes do funcionário pode ser a chave para reter talentos na empresa.

10 - Ampliação das funções dos CFOs

Antes preocupados apenas com orçamentos, os diretores financeiros das empresas passam a se preocupar com questões relacionadas à experiência de viagem de seus funcionários. Dados citados em um artigo da Harvard Business Review de março de 2017 mostram que as empresas que colocam seus funcionários em primeiro lugar são quatro vezes mais rentáveis do que as que não o fazem.


*Fonte: Skift

conteúdo original: https://bit.ly/2Gcw1Co
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