Karina Cedeño   |   04/05/2026 13:55

Eleições devem impactar custo de viagens em 60 países neste ano, constata Copastur

Calendário eleitoral global deve influenciar câmbio, rotas aéreas e políticas de entrada


Copastur/Alexandre Machado/@alefotografo
Alessandro Silveira, CTCXO da Biosfera Copastur
Alessandro Silveira, CTCXO da Biosfera Copastur

Um levantamento feito pela Biosfera Copastur revela que o calendário eleitoral deste ano pode resultar em variações cambiais e causar alterações em políticas migratórias e rotas aéreas, afetando tanto viagens de lazer quanto corporativas.

No Brasil, onde cerca de 150 milhões de eleitores irão às urnas em outubro, a expectativa é de maior volatilidade do câmbio no segundo semestre, o que tende a pressionar o custo de viagens internacionais.

“Historicamente, períodos eleitorais trazem oscilações cambiais mais intensas. Para quem planeja viajar, isso pode significar aumento nos preços de passagens, hospedagem e serviços no Exterior”

Alessandro Silveira, CTCXO da Biosfera Copastur

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para novembro, também entram no radar. Entre as preocupações está uma possível revisão nas regras de entrada no país, com propostas que incluem a exigência de até cinco anos de histórico em redes sociais para a emissão do ESTA (Electronic System for Travel Authorization), medida que pode afetar diretamente os viajantes brasileiros.

Já no Oriente Médio, o cenário eleitoral em Israel ocorre em meio ao conflito em Gaza e pode influenciar a dinâmica regional e os corredores aéreos. Atualmente, desvios de rotas entre Europa e Ásia já têm elevado o custo de passagens, tendência que pode se intensificar dependendo dos desdobramentos políticos.

Na Europa, eleições em países como Alemanha, Suécia e Hungria também devem influenciar o ambiente regulatório, especialmente em temas como imigração e políticas de entrada no espaço Schengen.

Impacto no mercado corporativo exige estrtatégia

Para o mercado corporativo, o impacto é ainda mais estratégico, segundo Silveira. “Hoje, acompanhar o calendário geopolítico deixou de ser algo periférico e passou a ser uma competência essencial na gestão de viagens. Eleições influenciam diretamente câmbio, segurança, infraestrutura e até a viabilidade de eventos internacionais”, explica.

Diante desse cenário, a recomendação para as empresas é reforçar o monitoramento contínuo dos destinos, antecipar decisões logísticas e considerar a inclusão de seguros com cobertura para instabilidade política. Para viajantes, o planejamento antecipado e o acompanhamento de variáveis como câmbio e regras de entrada tornam-se ainda mais relevantes em 2026.

“Mais do que nunca, viajar exige leitura de cenário. O comportamento político global está cada vez mais conectado à experiência do viajante”

Alessandro Silveira, CTCXO da Biosfera Copastur

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Karina Cedeño

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero em 2011 e com mais de dez anos de experiência em reportagens no setor de Turismo.