EVENTOS

Brasil gasta mais com coffee break do que com inovação

Os organizadores de eventos no Brasil ainda se preocupam mais em investir nos seus coffee breaks do que em experiências inovadoras destinadas aos participantes. Tal informação foi dada pelo gerente Comercial e de Engajamento da Cvent no Brasil, Luiz Trindade, que liderou o Event Experience 2019 na manhã desta quarta-feira (26), em São Paulo.

“Quem organiza eventos não precisa entender profundamente de tecnologia. Nós cuidamos totalmente dessa parte para que o profissional possa se focar inteiramente ao evento em si e aos seus convidados. O segmento é o segundo mais importante no mix de marketing de uma marca quando o assunto é atrair a atenção de clientes, porém, no Brasil, ainda se gasta mais com coffee break do que com inovação”, disse Luiz Trindade.

Emerson Souza
Luiz Trindade, gerente Comercial e de Engajamento da Cvent no Brasil
Luiz Trindade, gerente Comercial e de Engajamento da Cvent no Brasil
O encontro, que foi realizado no Espaço Immensità do hotel Wyndham Garden Convention Nortel, contou com a presença de cerca de 40 profissionais ligados à área de eventos que atuam em diversos setores da sociedade e buscou levar informações sobre o uso de tecnologias com o intuito de aumentar a produtividade na organização de eventos, seja ele de pequeno, médio ou grande porte.

“Cada vez mais, é preciso customizar o evento de acordo com as expectativas dos participantes. Por isso, coletar dados é fundamental, e isso pode ser feito já a partir da inscrição. Não há limite para o que se pode perguntar aos interessados em participar, o que acaba permitindo a geração de insights que podem ser aproveitados até durante o mesmo evento em questão. Além disso, a coleta de dados funciona como uma maneira mais sólida de justificar a organização de eventos no âmbito da empresa como um todo“, comentou Trindade.

Com cerca de 30 mil clientes espalhados pelo planeta, a Cvent é considerada a maior plataforma digital de gestão de eventos, tendo como pilares eficiência, a redução de processos operacionais e manuais, a coleta de dados para obter informações mais detalhadas em relação ao público-alvo e o aumento da produtividade por meio de estratégias direcionadas, tudo com o objetivo de oferecer a melhor experiência a quem participa de um evento, desde o momento da inscrição.

Emerson Souza
Apresentação de Luiz Trindade no Wydham Garden Convention Nortel
Apresentação de Luiz Trindade no Wydham Garden Convention Nortel
Uma das ferramentas disponibilizada pela empresa é o Cvent Supplier Network, que funciona como uma espécie de Booking.com, mas com espaços de eventos ao invés de hospedagens. Com o uso de filtros, é possível selecionar as opções que mais se adequam a determinado evento, e orçamento, a partir de um banco de dados global. Ou seja, é possível procurar locais ideais mesmo em cidades desconhecidas por parte do organizador.

“Temos o desafio de transformar clientes em fãs, e o grande lance é que os participantes de eventos absorvam conhecimentos. E aí que a tecnologia entra, possibilitando a execução de ideias inovadoras que atraiam as pessoas e as façam conhecer melhor determinado produto”, disse o CEO da Class Produções, Gabriel Branco, que também palestrou durante o Event Experience 2019.

Emerson Souza
Gabriel Branco, CEO da Class Produções
Gabriel Branco, CEO da Class Produções
Entre as dicas e tendências para o futuro apontadas durante a série de apresentações, que também contou com o gerente Comercial da Giga Soluções Audiovisuais, Weslei Pontes, destacaram-se, por exemplo, aplicações de reconhecimento facial, realidade aumentada e realidade virtual, que, no caso do Turismo, podem funcionar como uma maneira de transportar um potencial turista para determinado destino sem sair do lugar, alimentando um desejo maior de compra para viver aquilo na vida real e ainda possibilitando uma repercussão viral.

Outro ponto destacado durante o evento foi a questão da privacidade dos participantes de eventos. Já em vigor na União Europeia, a GDPR é uma lei que visa proteger os dados dos cidadãos que já está assimilada pela Cvent. No Brasil, a previsão é que tais tipos de normas sejam obrigatórias a partir de 2020, por meio da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
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