Veja dicas do Sebrae para o profissional de eventos

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Um dos setores mais prejudicados pela pandemia do novo coronavírus é o de eventos, atingido diretamente pelas medidas de restrição que proíbem a realização de reuniões, festas, congressos e outros eventos públicos. Dados levantados pelo Sebrae e pela Abeoc apontam que 95,4% do setor é composto por MEI, microempresas e empresas de pequeno porte, somando mais de 297 mil companhias.

Divulgação/Festuris Gramado
Eventos, feiras, congressos e empresas de todos os portes estão sendo afetados pela pandemia de covid-19
Eventos, feiras, congressos e empresas de todos os portes estão sendo afetados pela pandemia de covid-19
A Bureau Eventos, empresa de pequeno porte que opera desde 1993, precisou fechar um de seus escritórios, no Rio de Janeiro, e deve fazer o mesmo com a filial em São Paulo. A proprietária, Ilda Ribeiro, afirma que a maioria dos eventos de sua agenda está sendo cancelada, sem previsão de reagendamento. Os impactos já afetaram a equipe, que caiu de cinco para apenas um colaborador.

“Sabemos o quão necessárias são as medidas de isolamento, mas não sabemos como sobreviveremos a tudo isso por tanto tempo. Os reflexos da crise acontecem em cadeia, pois cada empresa organizadora de eventos envolve uma grande rede de outros negócios, como montadoras, serviços de fotografia, recepcionistas, segurança, alimentação, de mídia”, diz Ilda.

A analista de Competitividade do Sebrae, Ana Clévia Guerreiro, afirma que os empresários devem investir toda a energia em negociação. Desde o alongamento de prazos e redução de juros, até a negociação com fornecedores, donos de espaços de eventos, patrocinadores e parceiros. “É fundamental que os empresários conversem também com seus clientes sobre a remarcação dos eventos, em lugar do cancelamento.”

Para a presidente da Abeoc, Fátima Facuri, os empresários precisam estar atentos a todas as medidas dos governos nas esferas federal, estadual e até municipal, já que algumas das decisões podem influenciar na questão de prazo para pagamentos, por exemplo. “Todos precisam ficar atentos às linhas de crédito. Nesse momento, elas podem auxiliar muito as pequenas empresas a manter o equilíbrio do caixa”, afirma.

Veja algumas dicas levantadas pelo Sebrae:
1. Negociar com os clientes para remarcar o evento em vez de cancelar. Essa medida evita que a empresa tenha de devolver dinheiro, o que nesse momento pode provocar um desequilíbrio no caixa;

2. Negociar com os espaços de eventos os valores pagos pela locação em forma de créditos;

3. Negociar com patrocinadores pela manutenção dos aportes financeiros e outras modalidades de parcerias já firmadas;

4. Estudar as alternativas possíveis para manter a equipe. A crise não durará para sempre e pessoal qualificado para retomar as atividades quando tudo passar será necessário;

5. Negociar a extensão de prazos e redução de juros junto às instituições credoras.
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