Da Redação   |   10/02/2026 15:18

Abeoc defende eventos como estratégia de posicionamento internacional do Brasil; artigo

Entidade destaca papel dos congressos na reputação do País e aponta o Cocal 2026 como vitrine do avanço

Divulgação
Enid Câmara de Vasconcelos, presidente da Abeoc Brasil
Enid Câmara de Vasconcelos, presidente da Abeoc Brasil

A realização de congressos internacionais no Brasil é resultado de muito mais do que infraestrutura e atratividade turística. Por trás de cada candidatura bem-sucedida existe um trabalho contínuo de articulação institucional, representação setorial e construção de reputação – papel que vem sendo liderado pela Abeoc Brasil.

Ao conectar destinos, empresas, poder público e parceiros estratégicos, a entidade tem fortalecido o setor de eventos corporativos como vetor de desenvolvimento econômico e posicionamento internacional. A captação do Congresso Cocal 2026 simboliza esse avanço e reforça o protagonismo brasileiro no cenário latino-americano de eventos.

Veja o artigo na íntegra.

"Eventos como estratégia de posicionamento internacional do Brasil

Quando o Brasil sedia um congresso internacional, não está apenas recebendo participantes ou ocupando centros de convenções. Está, sobretudo, se apresentando ao mundo. Congressos, feiras e convenções funcionam como vitrines globais onde destinos, talentos, inovação, infraestrutura e capacidade organizacional são observados, comparados e avaliados por decisores internacionais. Cada evento é uma oportunidade concreta de mostrar quem somos, como fazemos e até onde podemos ir enquanto país competitivo no cenário global.

Os eventos internacionais têm um papel estratégico na construção da reputação do Brasil. Eles geram visibilidade qualificada, fortalecem relações institucionais, estimulam intercâmbios de conhecimento e consolidam a confiança de entidades e mercados estrangeiros. Um evento bem-sucedido deixa um legado que vai além dos dias de realização: ele posiciona o destino, amplia sua credibilidade e abre portas para novas captações. No mercado global de eventos, reputação e recorrência caminham juntas.

Esse movimento já se reflete em indicadores concretos. No ranking ICCA 2024, o Brasil alcançou a 20ª posição no mundo e o 3º lugar nas Américas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e do Canadá. O país se mantém como o único da América Latina entre os destinos mais bem posicionados para a realização de eventos internacionais, resultado que evidencia a evolução da sua capacidade técnica, institucional e organizacional, além do reconhecimento crescente da comunidade global de eventos.

Esse desempenho é fortalecido por uma atuação mais estruturada na promoção internacional do turismo de negócios e eventos. Ao longo de 2025, a Embratur intensificou ações voltadas ao segmento MICE, com foco em inteligência de mercado, fortalecimento de rankings internacionais, apoio à captação de eventos e presença estratégica nas principais feiras globais do setor, atuando de forma integrada com destinos, convention bureaus e entidades setoriais. Essa articulação tem ampliado a competitividade do Brasil em processos de candidatura altamente disputados e reforçado sua presença nas redes globais de decisão. O mesmo podemos dizer da Unedestinos, importante parceira do setor produtivo na captação de eventos.

Do ponto de vista econômico, o impacto dos eventos é amplo e estruturante. O setor movimenta cadeias produtivas complexas – hotelaria, transporte, alimentação, tecnologia e serviços especializados – e atrai um fluxo turístico de alto valor agregado. Trata-se de um visitante que permanece mais tempo, consome mais e, frequentemente, retorna ao destino por lazer ou negócios. Além disso, os eventos funcionam como catalisadores de investimentos, estimulando melhorias urbanas, qualificação profissional e inovação.

Nada disso acontece de forma isolada. A captação e a realização de grandes eventos internacionais exigem articulação consistente entre entidades setoriais, destinos, iniciativa privada e poder público. É essa convergência que permite ao Brasil competir em igualdade com mercados tradicionais e emergentes. Planejamento, governança, visão estratégica e continuidade são elementos essenciais para transformar oportunidades em resultados concretos.

Nesse contexto, a captação do 42º Congresso COCAL 2026, que será realizado nos dias 1, 2 e 3 de julho, em Fortaleza, no Ceará, assume um significado estratégico ainda maior. O Congresso COCAL é um dos mais relevantes do setor de eventos da América Latina e do Caribe, reunindo lideranças, entidades, profissionais e tomadores de decisão de diferentes países. Sua realização no Brasil reforça esse movimento de consolidação e representa não apenas a escolha de um destino, mas o reconhecimento da maturidade institucional, da capacidade técnica e da evolução do mercado brasileiro de eventos.

Mais do que sediar um grande congresso, o Brasil passa a ocupar, durante o COCAL 2026, uma posição de protagonismo no debate regional e internacional sobre o futuro do setor. Trata-se de uma oportunidade concreta de apresentar boas práticas, compartilhar conhecimento, fortalecer relações internacionais e ampliar a visibilidade do país como player estratégico no mercado global de eventos. O congresso funciona, assim, como plataforma de posicionamento, articulação e geração de novas oportunidades para destinos e empresas brasileiras.

Fortaleza e o Nordeste, em especial, têm se consolidado como destinos plenamente alinhados às exigências do mercado internacional de congressos. Infraestrutura moderna, conectividade aérea, rede hoteleira qualificada, diversidade cultural e hospitalidade são ativos que, combinados a uma atuação estratégica e à capacidade de articulação institucional, posicionam a região de forma competitiva no cenário global. Levar eventos internacionais para além dos grandes eixos tradicionais também é uma estratégia inteligente de descentralização do desenvolvimento e de ampliação da imagem do Brasil no exterior.

O futuro do posicionamento internacional do Brasil passa, inevitavelmente, pelos eventos. Eles são instrumentos permanentes de diplomacia econômica, cultural e turística. Investir em políticas de captação, fortalecer entidades representativas, estimular parcerias público-privadas e reconhecer o setor de eventos como estratégico são passos fundamentais para que o país avance de forma consistente e sustentável.

O Brasil tem vocação, talento e capacidade. Transformar cada congresso em uma vitrine global – como será o COCAL 2026 – é uma escolha estratégica. É uma oportunidade que não podemos desperdiçar."

* Enid Câmara de Vasconcelos, presidente da Abeoc Brasil

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