Fortaleza registra R$ 1,17 bilhão em eventos e aposta no legado do Congresso Cocal
Cidade quer transformar visibilidade do encontro em novas oportunidades de captação nos próximos anos

FORTALEZA – O Congresso Cocal 2026 reuniu, nesta quinta (2) e sexta-feira (3), no Centro de Eventos do Ceará, mais de 700 participantes de 18 países da América Latina e 15 Estados brasileiros da indústria de reuniões e eventos da região para discutir os rumos do segmento Mice.
A escolha de Fortaleza como anfitriã do encontro coroa um esforço conjunto e articulado entre o poder público e as entidades do trade turístico local para trazer o congresso de volta ao País após uma ausência de 11 anos. A secretária de Turismo de Fortaleza, Denise Carrá, relembrou o desafio da captação e apresentou dados que validam o investimento da cidade no setor de eventos.
"Quando a ideia de captar esse evento para Fortaleza chegou até nós, rapidamente a acolhemos. Entendemos que Fortaleza está no momento correto. Ela tem toda a capacidade e instrumentos para realizar grandes eventos, e provamos isso. No ano passado, tivemos uma movimentação total em eventos em torno de R$ 1,17 bilhão, um aumento de 15% em relação ao ano anterior. O visitante de eventos não vem apenas para sua programação técnica; ele aproveita, estende sua estada e se encanta com a cultura e a nossa gastronomia"
Denise Carrá, secretária de Turismo de Fortaleza
Eventos precisam inovar
Ao longo da programação do Cocal 2026, um tema se repetiu em diferentes painéis: a necessidade de entregar experiências aos participantes. Para isso, os eventos precisam se reinventar, oferecer conteúdos diferenciados e repensar, de fato, seus formatos.
Essa discussão foi antecipada na abertura do evento pelo presidente da Associação da Indústria de Reuniões da América Latina (Cocal), Julio César Bojórquez. Em seu discurso, ele defendeu que os congressos passem a dialogar mais com os destinos e utilizem seus espaços públicos e atrativos como parte da experiência dos participantes.
"Os congressos precisam mudar. Normalmente, quando os destinos competem por um evento, eles mostram a praia ou a montanha, mas depois colocam as pessoas entre quatro paredes, em um centro de convenções. Os congressos têm de sair desses centros. O conteúdo deve estar lá, mas é preciso ter atividades na praia, na beira-mar, no Mercado dos Peixes. Devemos gerar impacto econômico nos destinos. Natureza, tecnologia e música: esse é o futuro dos eventos"
Julio César Bojórquez, presidente da Cocal
A associação iniciará uma campanha de promoção global nos próximos três meses para reverberar os resultados e o modelo disruptivo alcançados em solo cearense. A expectativa é que, com a visibilidade gerada, a capital consolide sua atratividade e colha resultados práticos na disputa por novos congressos nos próximos três anos.
O Portal PANROTAS viaja a convite do Cocal