Para Abeoc, Cocal no Brasil mostra avanço do País para receber eventos internacionais
Enid Câmara destaca evolução da infraestrutura e da profissionalização do setor, mas aponta gargalos

FORTALEZA – Fortaleza recebe nesta semana a 42ª edição do Congresso Cocal, que marca também o retorno do evento ao Brasil após 11 anos. Segundo a presidente da Abeoc Brasil, Enid Câmara, a volta reflete um momento mais favorável para a captação de eventos internacionais. A dirigente vê o País mais preparado em infraestrutura, políticas públicas e profissionalização do setor em comparação à última edição realizada em solo nacional, em Florianópolis (SC), em 2015.
"A Cocal tem um papel fundamental por ser a nossa conexão com a América Latina. Depois de mais de uma década, o Brasil está mais maduro nas políticas públicas voltadas à captação de eventos internacionais. Os destinos estão mais profissionais, contam com mais equipamentos, centros de convenções e uma infraestrutura muito melhor do que tínhamos naquela época"
Enid Câmara, presidente da Abeoc Brasil
Enid destaca que os investimentos realizados nos últimos anos, especialmente em aeroportos e equipamentos construídos ou modernizados para grandes eventos esportivos, deixaram um legado importante para o setor de eventos.
"Hoje mostramos um Brasil muito mais preparado e com uma ambiência muito mais propícia para receber eventos internacionais. Investir na captação desses eventos também ajuda a profissionalizar toda a cadeia produtiva", afirma.
Mas ainda há obstáculos
Apesar dos avanços, a presidente da Abeoc Brasil avalia que o País ainda precisa superar gargalos estruturais para ganhar competitividade frente a outros destinos.
"O Brasil é muito grande e plural. Nosso principal desafio continua sendo a logística, especialmente a conectividade aérea. Perdemos voos importantes durante a pandemia e isso impacta diretamente a realização de eventos internacionais. Se ainda tivéssemos a ligação entre Fortaleza e Panamá, da Copa Airlines, por exemplo, certamente teríamos mais participantes latino-americanos no Cocal", diz.
Além da infraestrutura, Enid Câmara defende que o setor precisa de políticas públicas específicas e maior segurança jurídica para continuar evoluindo.
"O empresário brasileiro investe, inova e faz sua parte. O que falta é um olhar mais atento do poder público. Assim como existem incentivos para a indústria e o comércio, os eventos também precisam de políticas públicas, porque geram emprego, renda e desenvolvimento econômico”
Enid Câmara, presidente da Abeoc Brasil
À frente da Abeoc Brasil desde 2023, a executiva também confirmou que seu mandato termina em dezembro deste ano. Segundo ela, a entidade já trabalha na formação de novas lideranças para garantir uma transição organizada.
"Quero continuar contribuindo com a Abeoc, mas também acredito que é o momento de renovar e profissionalizar cada vez mais a entidade, com novas pessoas à frente”, conclui.
O Portal PANROTAS viaja a convite do Cocal