Karina Cedeño   |   05/10/2026 21:25
Atualizada em 05/10/2026 21:48

MOVE: como as companhias aéreas internacionais têm solucionado as dores dos gestores?

Gestores de viagens questionaram as aéreas durante o evento realizado pela PANROTAS em São Paulo


PANROTAS / Emerson Souza
Rafael Nydan, da Petrobras, Marcelo Vieira, da CSN, Sheila Rodrigues, da KPMG, Rodrigo Vieira, da PANROTAS, Ricardo de Oliveira, da Delta, Marina Colunga, da Iberia e British irways, e Gabriel Gomes, da South African Airways
Rafael Nydan, da Petrobras, Marcelo Vieira, da CSN, Sheila Rodrigues, da KPMG, Rodrigo Vieira, da PANROTAS, Ricardo de Oliveira, da Delta, Marina Colunga, da Iberia e British irways, e Gabriel Gomes, da South African Airways

Os desafios dos gestores de viagens foram destaque em um dos painéis realizados no MOVE 2026, evento da PANROTAS que aconteceu hoje (5) em São Paulo.

Reunindo representantes da Delta, Iberia/British Airways e South African Airways com gestores de viagens da CSN, Petrobras e KPMG, a conversa abordou os desafios desses profissionais e de que forma as companhias aéreas os enxergam (e os solucionam). GDSs, OBTs, NDC, personalização, segurança do viajante e duty of care também estiveram na pauta do debate.

Veja abaixo os principais destaques:

Delta trabalha para desenvolver APIs e integrações, além do NDC

Um dos principais pontos levantados foi a dificuldade de integrar todas as etapas da jornada, da reserva ao pós-viagem. Sheila Rodrigues, gestora de viagens e eventos corporativos da KPMG Brasil, questionou a Ricardo Oliveira, gerente regional de Vendas da Delta no Brasil, o que ainda impede uma jornada corporativa integrada na visão da companhia aérea e quais compromissos ela assume no próximo ano para solucionar essas dores.

Ricardo afirmou que ainda existem processos que dependem de intervenção humana, principalmente em operações realizadas dentro dos GDSs.

“Nem sempre os OBTs apresentam, na primeira tela, toda a disponibilidade de voos, o que pode exigir ajustes na configuração das ferramentas e até o suporte de nossa equipe especializada", afirmou Ricardo, lembrando que a Delta trabalha no desenvolvimento de APIs e integrações para tornar os processos mais automatizados. Ao mesmo tempo, ele reconheceu que parte da operação ainda é manual e exige investimentos para avançar.

O executivo também adiantou que a Delta trará o NDC completo ao Brasil entre o final de 2027 e meados de 2028, destacando que a aérea ainda trabalha na preparação para levar a solução ao Brasil de forma mais completa, evitando que a mudança gere mais trabalho ou custos para empresas e gestores.

Iberia investe em produto específico para o pax corporativo

A identificação do viajante corporativo apareceu como outro ponto considerado fundamental para melhorar a experiência e permitir mais personalização. Marcelo Vieira, gestor de viagens da CSN, questionou a Marina Colunga, diretora regional para Iberia e British Airways na América Latina, se as companhias aéreas estão preparadas para a personalização no ambiente corporativo.

Marina explicou que a Iberia vem investindo em sistemas de gestão e em um produto específico para o segmento corporativo, com condições diferenciadas de reembolso.

"Mas não basta oferecer esses benefícios, é necessário que a companhia aérea consiga identificar corretamente o passageiro corporativo dentro do canal de distribuição. Quando isso não acontece, o viajante pode ser tratado como um passageiro comum, mesmo que esteja viajando a trabalho. A identificação, portanto, é considerada essencial para que possamos ampliar a automação e permitir que empresas e viajantes tenham acesso às condições previstas para o segmento", afirma Marina.

SAA destaca importância de gerenciar disrupções

O gestor de viagens da Petrobras, Rafael Nydan, questionou ao country manager da South African Airways (SAA) no Brasil, Gabriel Gomes, qual é a maior dor dos gestores de viagens que a SAA resolveria.

"Acredito que a maior dor do gestor é a falta de comunicação e o fato de não saber quem é o responsável por algum problema que venha a acontecer em alguma etapa do voo. é importante que esse gestor tenha acesso ao contato correto quando surge um problema", comentou Gabriel.

"A SAA busca entender cada cliente e, dentro das políticas de viagem, oferecer uma solução personalizada que atenda às suas necessidades. Por sermos uma empresa mais enxuta em comparação com outras do mercado, temos flexibilidade para estar mais próximos do cliente e oferecer um atendimento mais humanizado, entendendo, inclusive, que tipo de viagem ele busca", complementa.

Ricardo Oliveira lembrou que, quando ocorre uma disrupção, as ferramentas tecnológicas podem agilizar o atendimento, e que para isso o passageiro precisa estar familiarizado com esses recursos. O suporte dos executivos de contas e das equipes das companhias continua, portanto, como parte importante dessa estrutura.

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero em 2011 e com mais de dez anos de experiência em reportagens no setor de Turismo.