GESTÃO DE VIAGENS

Como melhorar a satisfação do viajante sem gerar mais custos

Emerson Souza
Gestor global de viagens da Capgemini, Rafael Dessunti, e a responsável pelo setor de Viagens do grupo Ser Educacional, Danielle Almeida, em debate comandado por Giovana Jannuzzelli, da Alagev
Gestor global de viagens da Capgemini, Rafael Dessunti, e a responsável pelo setor de Viagens do grupo Ser Educacional, Danielle Almeida, em debate comandado por Giovana Jannuzzelli, da Alagev

Após refletir sobre os benefícios da flexibilização nas políticas de viagens, o Lacte 14 promoveu um debate na tarde desta terça-feira (26) sobre um tema que anda lado a lado com isso: as vantagens de realizar pesquisas de satisfação de seus viajantes - e como é essencial agir a partir das informações resultantes disso.

A lógica, segundo o gestor global de viagens da Capgemini, Rafael Dessunti, é simples: viajantes menos estressados são mais produtivos; logo, ouvir suas queixas e agir a respeito delas é o mínimo que uma empresa pode fazer, caso queira garantir a satisfação deles.

"Como fazer isso sem aumentar os gastos da empresa que é o segredo", conta Dessunti. "Não dá para chegar na diretoria da empresa e falar que os viajantes precisam todos ir de executiva, então precisa encontrar outros modos de melhorar a experiência do funcionário", resume.

Do debate, três modos práticos de melhorar a satisfação do viajante foram levantados; confira abaixo:

1º: ESCOLHA A PARTIR DE FEEDBACKS

O primeiro modo citado é também o mais simples: receber o feedback do funcionário, e assim realizar escolhas que melhorem sua experiência, sem necessariamente aumentar custos. "Ouvindo eles que passamos a escolher hotéis com academia e perto de centros comerciais, restaurantes, farmácias, favorecendo a locomoção a pé e reduzindo os custos com transportes, por exemplo. Gerou um bom equilíbrio", conta a responsável pelo setor de Viagens do grupo Ser Educacional, Danielle Almeida.

Ela acrescenta que não é estritamente necessário realizar uma pesquisa de satisfação: basta conversar com o viajante e ouvir seu feedback.

2º: COMUNICAÇÃO COM O FUNCIONÁRIO

Se medidas que custem muito são inviáveis, ouvir seus funcionários e dar dicas de como ele mesmo pode melhorar sua experiência cria um canal de confiança entre os dois, argumenta Rafael Dessunti.

"Se eu não posso dar a executiva para ele, posso ao menos dar recomendações de como tornar a viagem menos desgastante, como levantar para caminhar em intervalos de algumas horas, por exemplo", conta o gestor de Viagens da Capgemini. "Fazer o viajante perceber que a empresa se importa com sua situação já torna a relação empresa-funcionário mais saudável e menos estressante", acrescenta.

3º: LIBERDADE FINANCEIRA PARA O VIAJANTE

Por fim, Danielle Almeida revelou uma prática de gestão que adotou e que agrada os viajantes sob sua gestão: liberdade financeira e exclusão da necessidade de prestar contas. Segundo Danielle, enquanto aéreo e hotel são reservados pela gestora, os gastos com alimentação não são controlados.

"Uma cota diária é entregue ao viajante dependendo de seu destino, e ele usa como bem quiser. Ele fica livre, por exemplo, para optar por uma refeição mais em conta e usar o dinheiro extra para lazer", destaca a gestora das viagens do Ser Educacional.
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