Karina Cedeño   |   23/02/2026 15:51

Como os gestores podem transformar dados de mobilidade em informações?

Tema foi debatido no Lacte 21, que acontece hoje (23) e amanhã (24) no WTC Events Center, em São Paulo


PANROTAS / Filip Calixto
Ralph Weigand, enterprise sales manager na Uber para Empresas, e Thais Meirelles, conselheira da Alagev e Global Travel & Events manager da XP
Ralph Weigand, enterprise sales manager na Uber para Empresas, e Thais Meirelles, conselheira da Alagev e Global Travel & Events manager da XP

Os gestores de viagens devem ficar atentos aos dados de mobilidade de suas empresas, que podem ser uma importante fonte para otimizar os resultados financeiros. O tema foi trazido ao palco do Lacte 21 pelo enterprise sales manager na Uber para Empresas, Ralph Weigand, nesta segunda-feira (23).

Segundo ele, quando a empresa precisa reduzir os gastos com mobilidade, há dois tipos de gestores: o que vai cortar tudo de uma vez e o que responderá com precisão onde está o desperdício. E é este último que se sobressairá no mercado.

“A área de gestão de viagens está cada vez mais estratégica e é preciso transformar as informações de mobilidade em conteúdo para gerar mais negócios. Um estudo da GBTA mostra que 76% dos gestores de viagens consideram a apresentação de dados essencial para obter apoio da liderança

Ralph Weigand, da Uber

Mas como os gestores podem fazer isso? Eles devem ter um perfil mais estratégico, olhar para o futuro e começar a analisar a gestão de risco e como trazer eficiência financeira para o programa de viagem, ao mesmo tempo em que melhoram a experiência do colaborador. “Esses profissionais devem trazer Insights estratégicos para os negócios, mudando a gestão de uma área reativa para uma que está à frente dos negócios e comanda o crescimento da empresa”, destaca o especialista.

“Se o gestor olha para o que aconteceu no passado, ele já está atrasado. Por isso, precisa de uma abordagem proativa, sabendo o que pode antecipar de informação para a liderança, visando gerar mais economia e ganhos para a empresa. Se o CFO pedir para reduzir 15% o custo de mobilidade, o gestor que responde a isso com precisão já está à frente do mercado”

Enterprise sales manager na Uber para Empresas

A conselheira da Alagev e global Travel & Events manager da XP, Thais Meirelles, contou como faz a gestão dos dados de mobilidade de forma estratégica na empresa.

“Primeiro, é preciso ter regras claras de transporte corporativo, definindo os horários em que ele é permitido etc. Essas regras devem estar bem escritas e acordadas com todos e quando houver algum desvio, a área onde ele ocorreu deve ser apontada”, comenta Thais.

“O gestor também deve saber quanto custa o transporte corporativo e interpretar os dados, sabendo quanto o funcionário gastou com o transporte e quanto, em contrapartida, ele trouxe de retorno financeiro para a empresa", destacou a conselheira da Alagev.

Por fim, ela diz que a tecnologia não veio para substituir o trabalho do gestor. “A tecnologia como um todo veio para agilizar o processo estratégico, mas não substituirá as decisões. Ela trará mais dados e será o braço direito e esquerdo do gestor, cujo papel é analisar os cenários trazidos pela IA e questionar o que cabe a ele”, conclui a gestora de viagens.

Quer receber notícias como essa, além das mais lidas da semana e a Revista PANROTAS gratuitamente?
Entre em nosso grupo de WhatsApp.

Tópicos relacionados

Foto de Karina Cedeño

Conteúdos por

Karina Cedeño

Karina Cedeño tem 7816 conteúdos publicados no Portal PANROTAS. Confira!

Sobre o autor

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero em 2011 e com mais de dez anos de experiência em reportagens no setor de Turismo.