Como os gestores podem transformar dados de mobilidade em informações?
Tema foi debatido no Lacte 21, que acontece hoje (23) e amanhã (24) no WTC Events Center, em São Paulo

Os gestores de viagens devem ficar atentos aos dados de mobilidade de suas empresas, que podem ser uma importante fonte para otimizar os resultados financeiros. O tema foi trazido ao palco do Lacte 21 pelo enterprise sales manager na Uber para Empresas, Ralph Weigand, nesta segunda-feira (23).
Segundo ele, quando a empresa precisa reduzir os gastos com mobilidade, há dois tipos de gestores: o que vai cortar tudo de uma vez e o que responderá com precisão onde está o desperdício. E é este último que se sobressairá no mercado.
“A área de gestão de viagens está cada vez mais estratégica e é preciso transformar as informações de mobilidade em conteúdo para gerar mais negócios. Um estudo da GBTA mostra que 76% dos gestores de viagens consideram a apresentação de dados essencial para obter apoio da liderança”
Ralph Weigand, da Uber
Mas como os gestores podem fazer isso? Eles devem ter um perfil mais estratégico, olhar para o futuro e começar a analisar a gestão de risco e como trazer eficiência financeira para o programa de viagem, ao mesmo tempo em que melhoram a experiência do colaborador. “Esses profissionais devem trazer Insights estratégicos para os negócios, mudando a gestão de uma área reativa para uma que está à frente dos negócios e comanda o crescimento da empresa”, destaca o especialista.
“Se o gestor olha para o que aconteceu no passado, ele já está atrasado. Por isso, precisa de uma abordagem proativa, sabendo o que pode antecipar de informação para a liderança, visando gerar mais economia e ganhos para a empresa. Se o CFO pedir para reduzir 15% o custo de mobilidade, o gestor que responde a isso com precisão já está à frente do mercado”
Enterprise sales manager na Uber para Empresas
A conselheira da Alagev e global Travel & Events manager da XP, Thais Meirelles, contou como faz a gestão dos dados de mobilidade de forma estratégica na empresa.
“Primeiro, é preciso ter regras claras de transporte corporativo, definindo os horários em que ele é permitido etc. Essas regras devem estar bem escritas e acordadas com todos e quando houver algum desvio, a área onde ele ocorreu deve ser apontada”, comenta Thais.
“O gestor também deve saber quanto custa o transporte corporativo e interpretar os dados, sabendo quanto o funcionário gastou com o transporte e quanto, em contrapartida, ele trouxe de retorno financeiro para a empresa", destacou a conselheira da Alagev.
Por fim, ela diz que a tecnologia não veio para substituir o trabalho do gestor. “A tecnologia como um todo veio para agilizar o processo estratégico, mas não substituirá as decisões. Ela trará mais dados e será o braço direito e esquerdo do gestor, cujo papel é analisar os cenários trazidos pela IA e questionar o que cabe a ele”, conclui a gestora de viagens.