Reservas por dispositivos móveis crescem; veja vantagens

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Texto publicado originalmente na Revista HRS: Hotel Expert, edição de março de 2016.

Em 2016, o número de pessoas com smartphones ultrapassou a marca de dois bilhões. Muitos nem possuem mais telefone fixo ou acesso a internet em casa. Claro que as reservas através de mobiles aumentaram de modo impressionante, especialmente no que diz respeito aos viajantes de negócios.

Reprodução / Pixabay
Reservas por smartphone têm crescido principalmente nas grandes cidades
Reservas por smartphone têm crescido principalmente nas grandes cidades
Um "leapfrog", ou seja, um grande salto, é como especialistas denominam o fenômeno que atualmente é observado na China. Este país chegou ao número um em utilização de mobiles. De acordo com a empresa de pesquisa de viagem britânica Phocuswright, em 2016 a metade da população chinesa, que utiliza serviços on-line, reservou suas viagens através de meios móveis, enquanto que no ano de 2011 a estatística indicava apenas uma a cada 100 pessoas. Assim, no maior país do mundo a preferência por meios móveis ficou evidente dentro do fenômeno on-line, e isso antes que os meios online pudessem se estabelecer de modo decisivo.

Esta tendência chinesa também é observada pela HRS. "Nós temos inúmeros clientes corporativos que fazem uma grande quantidade de reservas através de acessos móveis", diz o diretor de Vendas DACH da HRS, Dirk Schmidt. O desenvolvimento geral na HRS mostra que esta é a uma forte tendência. Enquanto em 2012 apenas 6% de todas as reservas de hotéis foram solicitadas através de aparelhos móveis, em 2013 este número subiu para 12% e no final do ano de 2014 chegou a 20%. É possível perceber: a tendência continua crescendo.

Segundo Schmidt, esse desenvolvimento também está relacionado com as necessidades da geração Y, nascida em um mundo digital e que desde a infância está habituada ao uso de smartphones, internet rápida e mídias sociais. A porcentagem da participação dessa geração na população economicamente ativa atualmente gira em torno de 30 por cento, estudos mostram que até 2020 essa participação atingirá 50 por cento e em 2030 serão 75 por cento. O impacto dessa alteração demográfica forçará as empresas a uma mudança de pensamento e atitude. Schmidt está convencido: "Quem continuar oferecendo complicadas ferramentas aos viajantes corporativos, sem oferecer um suporte adequado por meios móveis, praticamente força os viajantes a ‘contornarem’ as políticas de viagens e darem preferência aos meios de busca e reserva favoritos que são utilizados para viagens particulares”.

DIFERENÇAS DAS RESERVAS FEITAS POR MOBILE
O analista Bob Offutt da Phocuswright adverte os prestadores de serviços de viagens on-line: não basta simplesmente transferir as soluções desenvolvidas para desktops para aparelhos móveis. "A realidade mobile precisa de soluções próprias", assegura o especialista. As necessidades e comportamentos dos usuários diferem claramente dos de usuários estacionários.

A estatística HRS, por exemplo, demonstra que as reservas de hotéis por meios móveis são solicitadas a curto prazo e para estadias mais curtas. 1 em cada 4 reservas recebidas pela HRS via smartphone são para check-in no mesmo dia ou para o dia seguinte, via de regra, são reservas para apenas 1 noite. O dia da semana em que o maior número de reservas via mobile são solicitadas é segunda-feira. Mas os usuários de tablets costumam reservar no domingo e quase sempre com mais de quarenta dias de antecedência. Ou seja, smartphones são mais utilizados para viagens de negócios enquanto os tablets são mais para as reservas pessoais.
Divulgação / HRS
Dirk Schmidt
Dirk Schmidt

RESERVAS MOBILE SÃO MAIS BARATAS
A HRS oferece um aplicativo corporativo próprio para as necessidades de clientes corporativos para quando precisam reservar para datas próximas, principalmente devido a alterações de data ou viagens de última hora.

Com este aplicativo é possível procurar hotéis com base nos endereços das filiais da empresa, já armazenadas e mostrá-los no mapa da cidade - disponibilizando tarifas corporativas, opções de pagamento e de contabilização previamente definidos. Filiais, departamentos e endereços de fatura podem ser pré-definidos, integração com o calendário do smartphone é feita automaticamente.

Deste modo, os viajantes podem reservar com o máximo de conforto, os gestores de viagens mantêm uma ampla visão de todas as reservas e transações e o departamento de contabilidade pode se beneficiar dos dados claramente mostrados na fatura. E há mais um aspecto interessante para os responsáveis pelas viagens: "o preço médio das reservas feitas por mobile em todas as categorias é inferior aos valores das reservas feitas por outros meios", diz o especialista da HRS Dirk Schmidt.

Isto se deve também à Tarifa HRS "Mobile Special". Disponível desde 2014, ela é uma tarifa especial que só pode ser vista e reservada através do aplicativo HRS, para os hotéis incentivarem as reservas de última hora e aumentarem a taxa de ocupação. Para clientes corporativos isso pode representar um desconto direto de até 30%.

O volume de hotéis que oferecem a Tarifa "Mobile Special" triplicou no segundo semestre de 2014, diz Schimdt, e o volume de reservas duplicou. Como era possível imaginar a "vanguarda móvel" está sobretudo nas grandes cidades. Schmidt está convencido de que o canal móvel é uma grande vantagem nas viagens de negócios; caso ocorram alterações de horário ou localização, os viajantes podem reservar hotéis de modo rápido e fácil com seu aplicativo.

Além disso, já surgem outras soluções técnicas que pretendem ganhar espaço no mundo móvel. Entre elas estão: os "wearables" ou dispositivos portáteis como o Apple Watch, assim como os "carros conectados". Usuários do Apple Watch já podem utilizar muitas funções do aplicativo HRS, por exemplo, consultar suas reservas ativas, as informações mais importantes sobre o hotel e sua localização geográfica.
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