Alagev fala sobre perspectivas para o setor em 2021

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A empresa de pesquisa de mercado global Euromonitor International apresentou em seu relatório “10 Principais Tendências Globais de Consumo 2021” como será o comportamento dos clientes este ano, marcado por ser o da retomada da economia, graças à chegada da vacina e a um maior controle da pandemia, que ainda continuará a nos acompanhar pelos próximos meses.

Para debater sobre as perspectivas para este ano no setor do Turismo, conversamos com players de diferentes setores. Confira a seguir as tendências apontadas pelo diretor executivo da Alagev, Eduardo Murad, no âmbito das viagens e eventos corporativos.

Emerson Souza
Eduardo Murad, da Alagev
Eduardo Murad, da Alagev
“Em viagens corporativas, o

  • Duty of Care, ou seja, o dever de cuidar da saúde do viajante é certamente um dos itens mais importantes neste e nos próximos anos. Se as empresas não tinham isso como prioridade no radar, hoje, esse olhar mais cuidadoso e abrangente sobre o viajante é imprescindível;

  • Gestor de Viagens assume um papel estratégico dentro das organizações e as decisões tomadas por esse profissional devem estar diretamente ligadas ao propósito, estratégia e metas da empresa, dessa forma a área como um todo ganha relevância e inteligência estratégica fundamental para comunicar e se relacionar com os stakeholders;

  • A presença estratégica do gestor nos leva a um outro tópico, que é a gestão de viagens com foco no futuro, ou o termo em inglês Demand Management, que permite a tomada de decisão com mais autonomia, não apenas avaliando dados ou comportamentos anteriores;

  • Customização de contratos será primordial para os próximos anos. O que é feito para um cliente ou parceiro de negócio, nem sempre está adequado às necessidades e perfil de outro. Por isso, os Smart Contracts terão papel fundamental nas relações e devem trazer inovação e não apenas descontos. Viagens Corporativas não são commodities.

  • A transformação digital é um caminho sem volta e a pandemia acelerou esse processo. É necessário adaptar-se e implementar ou incrementar processos que facilitem essa interação e visualização do todo. O mercado dispõe de Super Apps e uma série de aplicativos e ferramentas que auxiliam em toda jornada;

  • Interligados à transformação digital estão os meios de pagamento eletrônicos, que já há alguns anos têm sido discutidos pelo setor;

  • Em 2020, com a pandemia, toda a cadeia de viagens e eventos corporativos ficou fragilizada, então é vital que nossas relações sejam sustentáveis e isso implica em posturas e condutas coerentes com o atual cenário. Fortalecer o mercado depende de nós e isso nos ajudará na retomada;

  • Ajuste de budget e ressignificação das viagens. O budget sumiu e é preciso que os gestores estejam atentos e alinhados às expectativas e necessidades das empresas. Ao mesmo tempo que temos uma ressignificação das viagens, no sentido de buscar alternativas para caber dentro do budget sem perder a qualidade. É possível reduzir o número de viajantes, temos capacidade de atender parte do processo on-line e realizar a viagem apenas na fase final? São questionamentos dessa natureza que serão necessários para alinhar expectativa e realidade de budgets e viagens.
Gatilhos que influenciarão na velocidade da retomada?

  • Vacina. Com o início da vacinação, há uma expectativa de retomada. Contudo, o processo de imunização deve demorar um pouco a ocorrer. Por isso reforço que, tão importante quanto a vacina, são os protocolos já estabelecidos e seguidos por toda a indústria;

  • Abertura e fechamento de fronteiras mediante vacinação, apresentação de testes negativos e outros controles;

Para finalizar, é muito importante, tanto para o gestor de viagens quanto para os fornecedores da cadeia, conhecer a Jornada do Viajante. Quem é ele (persona), quais suas preferências, hábito de compra e garantir uma viagem confortável e segura, onde o viajante possa cumprir com seu objetivo sem nenhum percalço, desde sua origem até o destino final.”
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