Viagens corporativas: recuperação total é esperada até 2025

|

A GBTA acaba de lançar o BTI Outlook, o relatório anual da entidade com uma análise detalhada das viagens a negócios em 2020, com projeções para 2021 e além. Em sua 12ª edição, o material traz um estudo de gastos e crescimento com deslocamentos corporativos, cobrindo 75 países em 48 setores.

Shutterstock
BTI Outlook, relatório da GBTA, estima que recuperação total das viagens corporativas ocorra até 2025
BTI Outlook, relatório da GBTA, estima que recuperação total das viagens corporativas ocorra até 2025
O verdadeiro impacto financeiro global da covid-19 começou no segundo trimestre do ano passado, resultando em uma queda esperada de 68% (US$ 738 bilhões) de 1º de abril de 2020 até o final do ano. Por causa do primeiro trimestre relativamente forte (pré-covid), os gastos globais em viagens a negócios devem mostrar uma redução de 52% em todo o ano de 2020 (indo para US$ 694 bilhões), em comparação com o US$ 1,4 trilhão em 2019.

PERDAS E DESAFIOS DE 2020
  • Prevê-se que o PIB global tenha diminuído 4,4% em 2020, uma queda sem precedentes quando comparada à de 0,5% registrada durante a Grande Recessão de 2008
  • O comércio global deverá contrair quase 11%, devido a bloqueios que paralisaram temporariamente o movimento de pessoas e mercadorias e forçaram uma revisão das redes da cadeia de suprimentos, resultando em muitos países procurando fornecedores localmente
  • As perdas de empregos na indústria de viagens corporativas têm sido extensas. A perda de horas de trabalho globais durante 2020 em comparação com o final de 2019 foi equivalente a 400 milhões de empregos em tempo integral nos segmentos de hotéis, companhias aéreas, aeroportos, transporte terrestre, restaurantes e outros fornecedores
  • Entrando em 2020, as viagens a negócios cresceram por dez anos consecutivos, com uma taxa média de crescimento de 5,1% ao ano
  • O impacto da covid-19 em business travel tem variado por região

Divulgação
Impacto da covid-19 em viagens corporativas nas diferentes regiões
Impacto da covid-19 em viagens corporativas nas diferentes regiões
  • A magnitude dessas perdas e seu impacto sobre os fornecedores de viagens não têm precedentes: as perdas de gastos em 2020 devem ser dez vezes maiores do que o impacto de 11 de setembro ou da Grande Recessão de 2008
  • Compreensivelmente, as organizações com mais exposição a setores no epicentro da crise devem enfrentar mais volatilidade no futuro, incluindo lazer e hospitalidade, transporte terrestre, varejo, serviços de alimentação e energia.

PREVISÃO DE RECUPERAÇÃO
  • Um aumento de 21% nos gastos com viagens a negócios é projetado em 2021. A maior parte desse ganho deve ocorrer no final deste ano, à medida que as vacinações aumentam globalmente e a confiança do consumidor retorna
  • Em 2022, o BTI Outlook prevê uma maior aceleração nas viagens, incluindo um aumento significativo na atividade de reuniões de grupo e deslocamentos internacionais
  • Embora o crescimento anual dos gastos com business travel deva desacelerar um pouco em 2023, projeta-se que ele permaneça bem acima das taxas médias históricas de crescimento de 4,6%. Até o final de 2024, os gastos anuais devem chegar a aproximadamente US$ 1,4 trilhão, quase igualando o pico de receita pré-pandemia de 2019, de US$ 1,43 trilhão
  • Uma recuperação total aos níveis pré-pandêmicos é esperada até 2025.

“A pandemia tem sido devastadora para viagens corporativas e está claro que nosso setor levará algum tempo para se recuperar, dados os desafios que enfrentamos em várias frentes. A recuperação econômica já está em andamento, embora muito desigual entre os países e setores. O lançamento contínuo da vacina será fundamental para a recuperação global, assim como as decisões que a nova administração de Biden tomará em relação ao comércio global e às políticas de fronteira e quarentena. A GBTA continuará a trabalhar para restaurar a confiança do consumidor para que as viagens possam voltar com segurança”, diz o diretor executivo interino da associação, Dave Hilfman.
 AVALIE A IMPORTÂNCIA DESTA NOTÍCIA