Empresas estão pagando quase 20% a mais em viagens, diz CEO da Paytrack
Embora estejam pagando mais, empresas têm mantido o mesmo volume de viagens realizadas

A Paytrack realiza hoje (13), em São Paulo, a quarta edição do Travel & Expense Summit, evento que recebe 500 convidados, entre lideranças financeiras e executivos de grandes companhias.
Durante o encontro, o CEO da Paytrack, Pedro Góes, falou sobre o panorama atual das viagens corporativas no Brasil, comentando que as empresas estão pagando mais em viagens.
“Nenhuma empresa está viajando mais, mas no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano anterior, as companhias pagaram de 15% a 20% a mais em viagens corporativas”
Pedro Góes, CEO da Paytrack
“Trabalhamos com empresas grandes e vemos que elas têm mantido o mesmo volume de viagens. O tíquete aumentou, mas o número de viagens se manteve igual. Então, o nosso valor em viagens corporativas vendidas aumenta, mas isso é muito mais reflexo do tíquete do que de uma força econômica”, afirma o CEO da Paytrack.
Ele lembra que os conflitos no Oriente Médio, com consequente aumento no preço do combustível, foram um dos fatores que mais impactaram as tarifas no segmento.
“Na aviação, 30% a 40% dos custos de uma companhia aérea estão associados aos combustíveis. Esses custos também são pressionados pelo aumento do dólar, que já veio acontecendo nos últimos anos, e a situação de guerra no Oriente Médio, o grande ponto que fez os valores das passagens aéreas subirem”, comenta.
Pedro Góes também lembra que o mercado de viagens corporativas já se recuperou acima dos níveis pré-pandemia. "Quando olhamos para a América Latina em 2026, a média geral vai ter um crescimento de 11% no valor das viagens corporativas e um crescimento de volume esperado em 2%, o que explica um pouco o cenário que eu comentei sobre o Brasil”, revelou ele.
O CEO da Paytrack lembra que o Brasil é o décimo maior mercado de viagens corporativas no mundo, sendo, por isso, relevante. “Neste ano, a gente deve atingir R$ 170 bilhões movimentados nessa cadeia de viagens corporativas, então o País é importante para as empresas e para a economia brasileira", frisou.
Soluções da Paytrack mais demandadas
O CEO da Paytrack conta que, entre as soluções da Paytrack, estão em alta as que têm como objetivo evitar que a compra aconteça com valor maior, “Esse tipo de solução está sendo muito procurado pelo mercado, porque a melhor forma de você resolver o problema é antes de ele acontecer”, afirma o executivo.
"Em 2026, a Paytrack vai ajudar os seus clientes a gerenciar R$ 6 bilhões em despesas corporativas, sendo o maior volume de uma plataforma brasileira de expense management. Quando olhamos para a economia gerada, são pelo menos R$ 300 milhões de que a gente devolve para as empresas para que elas possam investir em crescimento, produto e desenvolvimento"
Pedro Góes, CEO da Paytrack
“Esse crescimento nos dá muito orgulho e só é possível porque temos clientes que nos ajudam a desenvolver soluções e acreditam na parceria conosco, além de enxergarem que o futuro (seja da despesa, da viagem, dos pagamentos) é um mix entre a tecnologia, o relacionamento e o bom atendimento humano”, completou ele.
Pedro Góes também destacou o fato de muitos clientes hoje usarem a Paytrack fora do Brasil, o que, para ele, é um passo importante. “Quando falamos do segmento de viagens corporativas, no qual a Paytrack atua há quatro anos, já estamos entre as dez maiores empresas do setor no Brasil”, conclui o CEO.