Empresas já economizam milhões em viagens corporativas com uso de IA, segundo Paytrack
Antecipar preço e identificar janelas mais eficientes de compra passou a ter impacto direto nas empresas

Um estudo da Paytrack revelou que seus clientes economizaram mais de R$ 75 milhões em viagens nacionais desde novembro de 2024 ao utilizar recursos de análise preditiva para planejar a compra de passagens aéreas.
A economia foi gerada por meio do Price Tracking, ferramenta desenvolvida pela companhia que monitora o comportamento das tarifas aéreas e utiliza modelos preditivos para indicar o melhor momento para emissão de passagens. A solução cruza histórico de preços, rotas, sazonalidade e tendências de mercado para apoiar decisões de compra mais eficientes.
"A gestão de viagens envolve muitas variáveis e pouca previsibilidade. Com IA, conseguimos antecipar tendências de preço e rastrear comportamentos em contextos específicos, como eventos e efemérides, e dando às empresas mais clareza sobre quando comprar. O resultado é uma gestão mais eficiente, com ganhos reais de economia e melhor utilização do orçamento corporativo"
Pedro Góes, CEO da Paytrack
Momento de maior pressão sobre os custos corporativos
O levantamento foi realizado em um momento de maior pressão sobre os custos corporativos. Dados da própria Paytrack apontaram alta de aproximadamente 15% no tíquete médio das passagens aéreas corporativas no primeiro trimestre de 2026, impulsionada pelo aumento do petróleo e do querosene de aviação. Nesse contexto, a capacidade de antecipar movimentos de preço e identificar janelas mais eficientes de compra passou a ter impacto direto sobre o orçamento das empresas.
A movimentação acompanha uma transformação mais ampla do mercado de Travel & Expense (T&E), em que viagens e despesas corporativas deixam de ser apenas uma atividade operacional e passam a ocupar espaço estratégico dentro das áreas financeiras.
A Paytrack estima administrar mais de R$ 6 bilhões em despesas corporativas ao longo de 2026 e vem ampliando investimentos em inteligência artificial, automação e análise de dados para apoiar empresas em temas como previsibilidade orçamentária, controle de gastos e eficiência operacional.
"A inteligência artificial está permitindo que as áreas financeiras deixem de atuar apenas olhando para o retrovisor e passem a trabalhar de forma mais preditiva. Quando conseguimos antecipar comportamentos e tendências de preço e recomendar decisões mais assertivas, a gestão deixa de ser reativa e passa a gerar vantagem competitiva para a empresa", complementa Góes.
Para a companhia, o avanço da IA tende a acelerar uma mudança estrutural na forma como as empresas administram seus gastos corporativos. A expectativa é que ferramentas preditivas sejam cada vez mais utilizadas não apenas em viagens, mas também em auditoria de despesas, prevenção de fraudes, gestão de pagamentos e apoio à tomada de decisão financeira.