Cocal 2026: como transformar eventos em motores do desenvolvimento econômico?
Representantes do Banco do Nordeste, Unedestinos e Click Latam defenderam investimentos e descentralização

FORTALEZA – O impacto dos eventos como estratégia para o desenvolvimento econômico e social foi um dos temas do Congresso Cocal 2026, realizado nesta quinta-feira (2), no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. O debate reuniu representantes do setor financeiro, da promoção de destinos e da indústria de reuniões, que defenderam uma atuação integrada entre iniciativa privada e poder público.
A superintendente do Banco do Nordeste para o Ceará, Eliane Brasil destacou a importância do financiamento para o desenvolvimento da cadeia turística e de eventos. Segundo ela, a instituição trabalha em parceria com municípios e governos locais por entender que o desenvolvimento acontece nos territórios.
"O Banco do Nordeste é um grande financiador da cadeia do Turismo e faz questão de apoiar grandes eventos, como o Cocal. Em 2025, disponibilizamos R$ 1,4 bilhão para financiar o setor de Turismo. Nos primeiros dois meses deste ano, R$ 280 milhões já foram contratados, distribuídos em 138 operações"
Eliane Brasil, do Banco do Nordeste
Já a diretora executiva da Click Latam, Magdalena Ferrer, trouxe alguns números sobre o impacto dos eventos. Segundo ela, cerca de 40% a 45% dos recursos movimentados pelos eventos são destinados à mão de obra, enquanto o segmento de reuniões corporativas responde por 58% do mercado. A executiva também defendeu a descentralização dos eventos e a inclusão das comunidades locais, além de alertar para o baixo protagonismo da América Latina no mercado global de Mice.
"Apesar do enorme potencial da região, captamos apenas 6,9% do mercado mundial de Mice. Precisamos construir projetos conjuntos, com diagnóstico claro e objetivos comuns para mudar esse cenário e mostrar a potência da América Latina", diz.
O presidente da Unedestinos, Toni Sando, afirmou que Turismo e eventos devem ser tratados como políticas de desenvolvimento e não apenas como atividades econômicas.
"Quando falamos da economia do futuro, pensamos em tecnologia, IA e inovação. Mas existe um setor que conecta tudo isso e ainda é subestimado: o Turismo e os eventos. Eles não são consequência do desenvolvimento; são a causa. Os eventos são plataformas permanentes de desenvolvimento econômico, social e humano”
Toni Sando, da Unedestinos
O Portal PANROTAS viaja a convite do Cocal